A estrutural sindical que representa os jornalistas portugueses insiste no esclarecimento “de três casos concretos, denunciados e enviados para explicação do Conselho de Administração, no início de agosto, nos quais foram detetadas mentiras, omissões e deturpações” por parte da Direção de Recursos Humanos da RTP.
Para o Sindicato dos Jornalistas, esta atitude faz com que não existam “condições de confiança e transparência” para continuar as negociações com esta estrutura. Assim, exige-se “um novo canal de comunicação” para desbloquear a situação dos precários da empresa.
Os dirigentes sindicais pensam que todo o processo de reenquadramento de trabalhadores precários está a ser mal gerido pela instituição. Por exemplo, “o número exato de reenquadramentos concretizados até ao momento continua por revelar”. Apesar de faltar informação, o Sindicato de Jornalistas afirma no seu comunicado que o Conselho de Administração confirmou “a receção de um dossiê de reenquadramentos feito pela direção de Informação” e que a própria administração pediu para que a proposta fosse revista o que acontecerá em “meados de outubro”.
Há pendentes ainda cinco casos de Contratos de Prestação de Serviços que foram passados para a responsabilidade do Ministério das Finanças. E também nestes casos os jornalistas se queixam de falta de informação. Dizem que o sindicato “já pediu esclarecimentos, por duas vezes, ao ministro das Finanças, Mário Centeno, a quem, inclusivamente, fez dois pedidos de audiência, que continuam sem resposta.” Mas garantem que vão continuar “a insistir junto do gabinete de Mário Centeno para que os trabalhadores sejam recebidos e vejam a sua situação, finalmente, tratada com justiça.”