"Lei da rolha" e "asfixia democrática" são duas das queixas dos sindicalistas de quadrantes políticos minoritários no Conselho Nacional da CGTP desde que o órgão tomou posse no mandato iniciado em 2020. Ao contrário do que preveem os estatutos da central sindical, a Comissão Executiva do Conselho Nacional recusa-se a pôr em debate e votação propostas de resolução alternativas às da maioria, nem sequer as distribuindo aos conselheiros nas reuniões.
Esta semana, a situação repetiu-se com a resolução subscrita pelos sindicalistas bloquistas que têm assento no Conselho Nacional, intitulada "Unir a luta social e laboral para enfrentar a 'guerra social'". Em protesto "contra estas práticas que configuram uma posição sectária e antidemocrática", decidiram abandonar de imediato a reunião.
Numa declaração, afirmaram querer "deixar bem claro que iremos em todos os espaços onde intervimos, continuar a defender a natureza de classe e os princípios da Central", mas também que "não desistimos de lutar pela democracia interna nos espaços próprios e não prescindimos, através dos mais diversos meios, de levar ao conhecimento dos trabalhadores que representamos esta inaceitável asfixia demorática no Órgão que dirige e coordena a atividade da CGTP-IN".