Rogério Rodrigues nasceu a 17 de fevereiro de 1947 no Peredo dos Castelhanos, aldeia do concelho de Torre de Moncorvo.
O jornalista começou a trabalhar no Diário de Lisboa em 1974 de onde saiu em 1981. Foi fundador do semanário O Jornal, que, na década de 1990, deu origem à revista Visão. De acordo com o Público, entre novembro de 1989 e julho de 1991, foi membro da primeira redação deste diário.
Foi ainda diretor do semanário Grand’Amadora e diretor-adjunto d’A Capital e colaborou com o Jornal de Notícias e com o já extinto Rádio Clube Português.
Rogério Rodrigues realizou, para a imprensa portuguesa, vários trabalhos de investigação, entrevistas e reportagens sobre a história do PCP. Na sua passagem pel’ O Jornal publicou importantes trabalhos de investigação, nomeadamente sobre as FP-25 e as teias de corrupção no processo de atribuição de verbas do Fundo Social Europeu.
A grande reportagem que realizou sobre a fuga de seis reclusos da Colónia Penal de Pinheiro da Cruz, em 1986, deu origem ao livro da sua autoria Vida e mortes de Faustino Cavaco, publicado em 1988.
Já a sua crónica no Diário de Lisboa “Ex-fadista nua em plena cidade”, sobre Teresa Torga que, nos intervalos do tratamento psiquiátrico no hospital Júlio Matos, dançava nua no cruzamento da Avenida Miguel Bombarda com a Avenida 5 de Outubro, deu origem à canção Teresa Torga, incluída no álbum Com as minhas Tamanquinhas de Zeca Afonso (1976).
Conforme sublinha o seu filho, Tiago Rodrigues, diretor do Teatro Nacional D. Maria II, “família, amigos e camaradas de profissão destacam o talento de repórter que marcou uma época do jornalismo em Portugal e recordam a sua conduta norteada por princípios de integridade, justiça, lealdade e fraternidade”.
O velório de Rogério Rodrigues teve lugar esta sexta-feira, na Igreja Matriz da Amadora. No sábado, pelas 14h, será realizada uma cerimónia de despedida na Igreja da Amadora, seguindo depois o corpo para o Crematório de Barcarena.