Segundo o “Negócios”, a forte valorização do ródio tornou-o no metal precioso mais caro do mundo, sendo a “commodity” a maior fonte de receita das empresas mineradoras de platina.
O aumento da procura deste metal raro deve-se à sua capacidade extraordinária de reduzir o óxido de nitrogénio libertado pelos escapes dos carros.
As regras mais rigorosas de redução das emissões poluentes dos automóveis, levaram a indústria automóvel a usar o ródio nos tubos de escape dos carros, para assim baixar as emissões.
Pico do preço em março de 2021
Segundo o jornal, apesar de atualmente o seu preço estar longe do pico de maio passado, o ródio é responsável por 45% das receitas da Anglo American Platinum, no primeiro semestre de 2021 – uma percentagem superior ao da platina e do paládio em conjunto. As receitas do ródio para a Anglo American Platinum é superior ao dos diamantes extraídos pela De Beers ou ao do cobre extraído no Chile e no Peru.
Em março, o ródio atingiu um recorde de 29.800 dólares por onça, um preço 17 vezes superior ao do ouro e tornou-se o maior produto de exportação da África do Sul, qye detém mais de 80% da oferta global.
265% mais caro em dois anos
Segundo a BBC, o preço do ródio cresceu 265% entre 2016 e 2018. Ao aumento da procura do ródio, sobretudo pela indústria automóvel para reduzir as emissões de gases, acresce a escassez deste metal.
Ele é um subproduto da mineração de platina e de paládio - não há minas de ródio -, sendo um subproduto da mineração da platina na África do Sul, que concentra 80% da produção mundial, e é extraído na Rússia, como subproduto do níquel.
O aumento da procura, sobretudo pela indústria automóvel, e esta escassez da oferta tem levado a uma elevada e rápida subida de preço. A BBC salienta que a China vem aumentando a procura de ródio também para reduzir as emissões poluentes dos automóveis.