Retirada do meio aéreo de Vila Real gera contestação da Proteção Civil do distrito

17 de July 2020 - 14:34

Após a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil de retirar de Vila Real o único meio aéreo de combate aos incêndios rurais, a Comissão Distrital de Proteção Civil criticou a decisão, considerando-a “inadmissível”. Artigo publicado em Interior do Avesso

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Helicóptero - Foto Paulo Novais/Lusa
Helicóptero - Foto Paulo Novais/Lusa

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC), em declarações à Lusa, refere que a “retirada forçada do único meio aéreo de ataque ampliado existente no distrito de Vila Real” faz com que o Norte do país fique apenas com os dois aviões médios localizados em Mirandela para combate aos incêndios rurais.

Fernando Queiroga refere que “o senhor presidente da ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil], sem falar com ninguém, deu ordens diretas para que fosse movimentado o meio para Loulé. E nós, com esta vastíssima área e com o número de ignições que temos ficamos sem meio aéreo”.

O presidente da CDPC refere que a “orografia acentuada e a vasta extensão de área florestal existente” dificulta o combate terrestre aos incêndios, considerando esta decisão inadmissível. Critica ainda que é uma enorme falha das Forças Armadas não estar salvaguardado no acordo com a empresa de aviões a reposição de um meio aéreo quando este avaria.

Considera ainda que “não se compreende esta tomada de posição pelo que solicitamos a reposição urgente do meio aéreo pesado no distrito, de forma a que não fique comprometida a proteção da floresta e a salvaguarda de pessoas e bens”, tendo também solicitado esclarecimentos e a reposição ao Ministério da Administração Interna.

Artigo publicado em Interior do Avesso