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Restauração protestou contra restrições em Aveiro e Lisboa

Segundo a AHRESP, o setor já perdeu 49 mil postos de trabalho no terceiro trimestre deste ano devido à pandemia da covid-19.
Pratos
Foto de Paulete Matos

Segundo a Rádio Renascença, que cita a agência Lusa, os empresários da restauração voltaram a protestar no passado dia 11 de novembro, nas cidades de Aveiro e Lisboa, onde reclamaram que as novas medidas apresentadas pelo governo não resolvem o problema e  que continuam a ser severamente penalizados. O encerramento dos restaurantes a partir das 13h aos fins de semana, medida apresentada pelo Governo para evitar cadeias de contágio nos convívios familiares, é mais um duro golpe nas receitas de um setor que ja era dos mais penalizados pela mudança de hábitos ao longo da crise pandémica.

Em Lisboa, a iniciativa foi organizada pelos empresários de Alfama e já marcaram protesto em frente da Assembleia da República. O Jornal de Negócios anunciou ainda que a Câmara Municipal de Lisboa vai dar apoios até 8 mil euros aos restaurantes e lojas que pelo menos tenham quebras de 25% na sua faturação. O apoio será dividido em dois, o primeiro será pago em dezembro e o segundo em fevereiro de 2021.

Na cidade de Aveiro, um grupo de empresários anunciou duas manifestações. Uma foi realizada na passada quarta-feira, na Praça do Peixe, e a outra vai acontecer este sábado.

Luís Almeida, um dos organizadores dos protestos em Aveiro, referiu à Lusa que “a massa empresarial do setor de restauração e bebidas de Aveiro discorda profundamente das medidas de recolher obrigatório decididas pelo governo, que levarão à extinção de parte significativa dos postos de trabalho, bem como à inviabilidade económica da continuação da sua atividade”.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro onde informa que o setor perdeu 49 mil postos de trabalho no terceiro trimestre deste ano.

A carta aponta que “na data presente já sabemos que a restauração, similares e alojamento perderam mais de 49 mil postos de trabalho no 3º trimestre de 2020 (período normal de maior empregabilidade) e de acordo com o último inquérito da AHRESP, 41% das empresas de Restauração e Similares ponderam ir para a insolvência e 19% do alojamento turístico vai no mesmo sentido”.

A associação refere que “a cada quinzena que passa, os agentes económicos veem alteradas as regras de jogo, com toda a incerteza e insegurança que essa situação gera, a que acrescem todos os custos com que se confrontam e lhes têm vindo a ser exigidos”.

Para a AHRESP, as novas restrições de circulação são “um ataque sem precedentes” e acrescenta que “muitos estabelecimentos de restauração e similares realizam grande parte da sua faturação, precisamente, ao fim de semana”.

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