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Empresários da restauração convocam mais protestos contra restrições

Os empresários criticam falta de apoios e falam em discriminação. Após manifestação no Porto, os representantes do setor convocam protestos para Aveiro e Lisboa. 
Empresários da restauração convocam mais protestos contra restrições
Fotografi de Javier Leiva/Flickr.

Após a organização de uma manifestação contra as novas restrições no combate à pandemia na Avenida dos Aliados, na cidade do Porto, o movimento de empresários da restauração “A Pão e Água” anunciou a realização de protestos esta quarta feira em Aveiro e na sexta em Lisboa. 

Pedro Correia Maia, um dos impulsionadores do movimento, explicou à Lusa que a luta do setor da restauração contra as novas medidas governamentais de combate à pandemia vai continuar. 

“Queremos trabalhar. Estas restrições não têm lógica nenhuma. Não somos anti-medidas covid, mas queremos trabalhar. Só queremos o nosso horário, porque a covid-19 não está nos restaurantes”, declarou à Lusa Andreia Martins. 

No Porto, a manifestação reuniu mais de uma centena de empresários e trabalhadores do setor da restauração, com pessoas a gritar “queremos trabalhar, temos contas para pagar” e questionando se a “cura tem de ser a morte para os restaurantes”. Foi ainda organizado um almoço nos Aliados, com uma toalha estendida no chão e pratos e talheres, mas sem comida, representando uma mesa vazia. 

Também a APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo veio afirmar em comunicado que “não tem havido empenho suficiente” em encontrar soluções para os restaurantes, prejudicados pelas medidas mais recentes do estado de emergência. 

“É insustentável continuarmos a ouvir falar de apoios que não se concretizam e é totalmente incompreensível a aparente apatia e incapacidade que os vários partidos políticos estão a revelar no sentido de apresentarem ideias concretas para enfrentar esta situação”, diz António Condé Pinto, presidente executivo da APHORT, citado no comunicado. 

A APHORT defende ainda a “urgência de um discurso claro e realista, de forma a não continuarem a ser alimentadas falsas expectativas”, lê-se no comunicado.

Para a associação, “não tem havido empenho suficiente em encontrar soluções de equilíbrio” e cita como exemplo os supermercados. António Condé Pinto questiona a razão pela qual “as pessoas têm liberdade para ir aos supermercados comprar refeições já confecionadas, mas não o podem fazer nos restaurantes, em regime de ‘take-away’, após as 13:00”.

“Consideramos que os restaurantes, neste caso, estão a ser tratados de forma discriminada, quando deveriam estar em pé de igualdade com os supermercados, num momento em que toda a ajuda é necessária”, defende.

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