Uma jovem de 16 anos foi atropelada mortalmente no passado dia 10 de Julho, no Campo Grande, perto do edifício da Câmara Municipal de Lisboa. O acidente terá ocorrido depois de um automobilista ter passado o sinal vermelho, atingindo a jovem que atravessava a via de bicicleta na passagem para velocípedes.
Este incidente, que provocou uma discussão nas redes sociais sobre insegurança na via pública na cidade de Lisboa, levou ao agendamento de um protesto para esta quinta-feira, a partir das 19h, frente ao edifício da Câmara, no Campo Grande (metro Entrecampos).
No evento marcado na rede social Facebook, que ao início da tarde de terça-feira contava com mais de uma dezena de organizações subscritoras, é chamada a atenção para “o sentimento de insegurança na via pública devido ao excesso de velocidades praticadas”, onde os "utilizadores vulneráveis, pela sua condição, são quase sempre as vítimas da sinistralidade dentro da cidade".
Os organizadores exigem que a Câmara Municipal de Lisboa “tome medidas de acalmia de tráfego nas zonas urbanas: lombas, velocidade limitada a 30 km/h”, que as autoridades “fiscalizem os excessos de velocidade tão constantes em Lisboa e de alguma forma socialmente aceites” e, que seja repensado o perfil “auto-estrada” da rua onde ocorreu o acidente, assim como outras “com características idênticas na cidade”.
O protesto “Nem mais 1 vítima! Vigília pelo fim dos atropelamentos na cidade” propõe que os manifestantes ocupem a estrada usando as bicicletas para manter a distância de segurança, ao mesmo tempo que exigem mais segurança para as pessoas nas estradas. A ocupação irá durar 16 minutos, a idade da jovem que foi “brutalmente atropelada”.