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“A preocupação do Bloco é responder à crise já”

Catarina Martins afirmou que Marisa Matias foi a candidata que “colocou os temas que interessam”: a defesa do SNS e as lutas pela igualdade e os direitos de quem trabalha. E diz ser “um privilégio saber que vamos continuar a lutar as duas juntas já amanhã”.
Catarina Martins
Catarina Martins. Foto de Ana Mendes

“O que é importante no dia seguinte é como é que respondemos ao país”, afirmou Catarina Martins no rescaldo da noite eleitoral das presidenciais. A coordenadora do Bloco sublinhou a grave crise pandémica que o país atravessa, “com os hospitais do SNS numa situação muito difícil”.

“Estamos com muita gente que perdeu o emprego e neste momento está sem nenhum apoio social. E portanto a preocupação do Bloco de Esquerda é responder à crise já. É sempre a nossa preocupação”, afirmou Catarina.

Na reação aos resultados das eleições presidenciais, a coordenadora bloquista começou por destacar que foi Marisa Matias “quem colocou os temas que interessam” neste campanha. “Foi a candidata que fez o discurso claro contra o racismo e a xenofobia, em nome da igualdade e contra a violência contra as mulheres num país onde as mulheres são assassinadas uma por semana em tantos anos”, recordou Catarina Martins.

Se o resultado não foi o esperado - “as noites eleitorais umas são melhores, outras são piores”, lembrou - Catarina afirmou estar segura que “é a firmeza e a justeza daquilo em que acreditamos que abre caminhos para o dia seguinte. E é isso que faz a Marisa: abrir caminhos, fazer pontes, muito para lá de qualquer resultado”.

“A Marisa estava cá no dia antes das eleições, a fazer a luta dos cuidadores informais, do SNS, pelos direitos do trabalho, pelo bem-estar animal, pela igualdade por inteiro sem pôr nenhuma luta em lista de espera”, prosseguiu Catarina, concluindo que “a Marisa é essa força grande pela dignidade e por um país melhor e eu tenho o enorme privilégio de saber que vamos continuar a lutar as duas juntas já amanhã”.

"O que seria desta campanha se não houvesse uma mulher que afirma a luta por inteiro pela igualdade?"

“Imaginam o que teria sido esta campanha sem a Marisa? O que seria esta campanha se não se tivesse falado do SNS, dos direitos de quem trabalha e está na primeira linha a ganhar o salário mínimo e a fazer turnos infindáveis? O que seria desta campanha se não houvesse uma mulher que afirma a luta por inteiro pela igualdade?”, questionou, respondendo que num momento tão difícil para o país, “foi importante termos tido todos estes temas e irmos a jogo com estas ideias. Se não o tivéssemos feito, aí sim, teríamos perdido ainda mais”.

Questionada sobre a análise dos resultados gerais, Catarina Martins apontou que na direita “há muitos votos que foram para a extrema-direita”, o que corresponde a “uma reconfiguração muito preocupante”. Por outro lado, sublinha que no eleitorado de centro e de esquerda “houve muita gente que não quis correr o risco de uma segunda volta”.

Nas contas finais aos votos, Marcelo foi reeleito com 60,70%, obtendo 2.533.799 votos, mais 122 mil do que em 2016. Em segundo lugar surge Ana Gomes, com 12,97% ou 541.345 votos. Cerca de meio milhão de eleitores (496.653) votaram no candidato da extrema-direita André Ventura. Seguem-se João Ferreira, com 4,32% (180.473 votos), Marisa Matias, com 3,95% (164.731 votos), Tiago Mayan Gonçalves, com 3,22% (134.427 votos), e Vitorino Silva, com 2,94% (122.743 votos).

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