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Pegada Ecológica aumentou em Portugal

Segundo um estudo da ZERO, "com um aumento de 73%, somos o país com a 9.ª pegada mais elevada no Mediterrâneo e com a 6.ª mais baixa da União Europeia".
Com estes resultados, afirma a associação, “se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica, seriam necessários 2, 3 planetas” para responder ao consumo. Foto Miguel Edreira Castro/Flickr.
Com estes resultados, afirma a associação, “se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica, seriam necessários 2, 3 planetas” para responder ao consumo. Foto Miguel Edreira Castro/Flickr.

O consumo em Portugal de recursos naturais em relação à capacidade de resposta da natureza - a chamada pegada ecológica média por habitante -, aumentou 73% entre 1961 e 2013, noticia a agência Lusa com base num estudo da Associação Sistema Terrestre Sustentável - Zero

Com estes resultados, afirma a associação, “se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica, seriam necessários 2, 3 planetas” para responder ao consumo. 

O grande aumento regista-se até 2000, registando-se uma redução a partir de 2006. Esta redução “deve-se tanto a um elevado grau de dependência dos recursos e da biocapacidade do exterior como à utilização excessiva dos recursos locais", declarou Francisco Ferreira à agência Lusa. 

"Com um aumento de 73%, somos o país com a 9.ª pegada mais elevada no Mediterrâneo e com a 6.ª mais baixa da União Europeia" desde 1961, refere a Zero.

O estudo foi divulgado para marcar o Dia Mundial do Ambiente, na próxima segunda-feira. Concretamente, o que mais contribui para a pegada ecológico em Portugal são o consumo de alimentos, com 32% do total, e a mobilidade, com 18%, que constituem por isso “pontos críticos para intervenções de mitigação”. 

A pegada ecológico é, cada vez mais, uma métrica utilizada para analisar a atividade económica sustentável, os serviços renováveis e serviços essenciais, estabelecendo a comparação com a capacidade de regeneração do ecossistema. Mede por isso a utilização da terra cultivada, das florestas, pastagens e áreas de pesca, bem como o dióxido de carbono proveniente da queima de combustíveis fósseis, o maior contribuidor para a pegada de carbono nos 26 países da União Europeia. 

Em Portugal, a biocapacidade por pessoa aumentou 24% entre 1961 e 2013, ao passar de 1,2 para 1,5 hectares globais (gha), a medida definida para quantificar esta relação, e é ligeiramente superior à média entre os 24 países mediterrânicos (1,2 gha), mas está abaixo da média mundial (1,7 gha).

Este acréscimo foi superado pela subida de 73% da pegada ecológica média ‘per capita’ do país, que passou de 2,2 gha por pessoa em 1961 para 3,9 gha em 2013, salientam os ambientalistas.

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