Na sua página de Facebook, João Neto, diretor do Museu da Farmácia, informou que foram doadas a este museu pulseiras israelitas da campanha pro-vacinação contra a covid-19 “Ser vacinado é regressar à vida”.
João Neto agradece a Raphael Gamzou, embaixador de Israel em Portugal, pela “amizade e apoio a este projeto do museu”.
O Movimento BDS, uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções para pressionar Israel a respeitar os direitos do povo palestiniano, reagiu a esta publicação, sublinhando que este museu “faz-se usar na campanha de branqueamento dos crimes de guerra do estado apartheid Israelita”.
O BDS destaca a “ironia do slogan ‘Ser vacinado é Regressar à vida’ quando só este ano Israel já matou 71 crianças palestinianas, sendo o último o Mohammed Allamy de 12 anos que foi baleado no peito quando ia sentado no carro com o seu pai, a 29 de Julho”.
O Movimento lembra ainda que, em maio, Israel bombardeou o único laboratório de testes de despistagem do covid na faixa de Gaza e assassinou o Doutor Abu al-Ouf, o médico coordenador da resposta à pandemia em Gaza.
“Como força de ocupação, Israel tem a responsabilidade de proporcionar vacinas para a população palestiniana. Mas, como estado apartheid, faculta as vacinas aos colonos ilegais em terras roubadas e recusa-as aos palestinianos”, refere o BDS.
Os ativistas consideram que, “em vez de se congratular pela ‘amizade’ com um estado racista e apartheid, o Museu da Farmácia e o Sr. João Neto deviam mandar de volta as pulseiras da vergonha para a embaixada do apartheid Israelita”.