Museu da Farmácia apoia campanha do apartheid israelita

15 de August 2021 - 10:59

Movimento BDS defende que, “em vez de se congratular pela ‘amizade’ com um estado racista e apartheid”, o Museu da Farmácia e o Sr. João Neto deviam mandar de volta para a embaixada do “apartheid Israelita” as “pulseiras da vergonha” doadas à instituição.

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Foto de José Manuel Teixeira, publicada na página de Facebook do BDS Portugal.

Na sua página de Facebook, João Neto, diretor do Museu da Farmácia, informou que foram doadas a este museu pulseiras israelitas da campanha pro-vacinação contra a covid-19 “Ser vacinado é regressar à vida”.

João Neto agradece a Raphael Gamzou, embaixador de Israel em Portugal, pela “amizade e apoio a este projeto do museu”.

O Movimento BDS, uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções para pressionar Israel a respeitar os direitos do povo palestiniano, reagiu a esta publicação, sublinhando que este museu “faz-se usar na campanha de branqueamento dos crimes de guerra do estado apartheid Israelita”.

O BDS destaca a “ironia do slogan ‘Ser vacinado é Regressar à vida’ quando só este ano Israel já matou 71 crianças palestinianas, sendo o último o Mohammed Allamy de 12 anos que foi baleado no peito quando ia sentado no carro com o seu pai, a 29 de Julho”.

O Movimento lembra ainda que, em maio, Israel bombardeou o único laboratório de testes de despistagem do covid na faixa de Gaza e assassinou o Doutor Abu al-Ouf, o médico coordenador da resposta à pandemia em Gaza.

“Como força de ocupação, Israel tem a responsabilidade de proporcionar vacinas para a população palestiniana. Mas, como estado apartheid, faculta as vacinas aos colonos ilegais em terras roubadas e recusa-as aos palestinianos”, refere o BDS.

Os ativistas consideram que, “em vez de se congratular pela ‘amizade’ com um estado racista e apartheid, o Museu da Farmácia e o Sr. João Neto deviam mandar de volta as pulseiras da vergonha para a embaixada do apartheid Israelita”.

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