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Multinacional francesa obrigada a readmitir trabalhadoras

A Lauak, dedicada à produção de componentes para a aeronáutica com instalações em Setúbal e Grândola, foi obrigada a readmitir as trabalhadoras despedidas que estavam em gozo dos direitos de parentalidade. Recuo surgiu após intervenção da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Foto publicada no site da Fiequimetal.

Conforme avança o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul, “a reintegração das oito trabalhadoras visadas é o resultado da luta travada por estas, em defesa dos seus postos de trabalho, e da participação dos representantes sindicais nas reuniões deste processo”.

Estes “opuseram-se, desde o início, a que estas trabalhadoras fossem abrangidas pelo despedimento coletivo, por considerarem que isso se deveria apenas ao facto de a administração da Lauak conviver mal com o gozo dos direitos de parentalidade”, escreve a intersindical.

No seu parecer, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego conclui que “não se afigura claro e inequívoco que os motivos invocados para o despedimento, assim como os critérios para a seleção dos trabalhadores, justifiquem a inclusão destas trabalhadoras, sob pena de indiciar discriminação em função do exercício dos direitos decorrentes da parentalidade”.

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