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Mudança de critério de certificação de máscaras deixa de fora grande parte dos modelos

Alemanha, Áustria e França já anunciaram que as máscaras comunitárias não são apropriadas para locais com grandes concentrações. O Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças pode vir a apertar critérios, colocando em causa 80% dos modelos produzidos em Portugal.
Pessoa com máscara. Foto de Ana Feijão.
Pessoa com máscara. Foto de Ana Feijão.

Só 20% dos modelos de máscaras que estão certificadas pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário têm uma capacidade de filtração superior a 90%. Com a Europa prestes a abandonar as máscaras abaixo desse limiar, haverá impactos para a indústria têxtil nacional que se agarrou à produção de máscaras como forma de contornar a crise, provocando uma corrida à certificação.

Alemanha, Áustria e França passaram a exigir o uso de máscaras cirúrgicas ou FFP2 em locais como transportes públicos e lojas. É esperado que o Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) também siga caminho idêntico, deixando de aceitar o uso de máscaras artesanais ou das que dão menos proteção. À Lusa, este organismo confirmou que “está prevista uma atualização das orientações do ECDC sobre máscaras faciais comunitárias, em data a ser confirmada”.

Assim, 2.400 modelos de máscaras certificados em Portugal ficam em risco de deixar de poder ser vendidas. Esta informação foi dada ao Público pelo diretor-geral do Citeve, Braz Costa, que discorda com essa decisão mas acredita o setor se vai adaptar: “a curva de aprendizagem das empresas portuguesas foi avassaladora. Em muito pouco tempo, cresceu o conhecimento disponível. Houve várias empresas a entrar num processo de melhoramento, quer ao nível dos materiais, quer da produção.”

Na sua resposta às questões colocadas pela agência noticiosa nacional, o ECDC refere uma "eficácia ligeiramente superior das máscaras médicas do que das máscaras não médicas" e insiste que "a utilização de máscaras faciais médicas – geralmente de cor azul-claro e disponíveis nas farmácias – pode reduzir o risco de infetar outras pessoas". Aconselha ainda o uso de máscara facial “quando visitar espaços ocupados e fechados onde não seja possível manter distância física suficiente de outras pessoas, tais como mercearias e centros comerciais ou quando utilizar transportes públicos". Este uso não substitui, salienta, “outras medidas recomendadas para evitar a transmissão da covid-19, tais como distanciamento físico, etiqueta respiratória, higiene meticulosa das mãos e evitar tocar no rosto, nariz, olhos e boca".

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