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Morreu Luís Macedo, um dos “capitães de Abril”

Luís Macedo fez parte do grupo de engenharia do exército e organizou a instalação do Posto de Comando do MFA na Pontinha, de onde partiram as orientações militares do 25 de Abril. Morreu este domingo vítima da covid-19 em Moçambique.
Luís Macedo
Luís Macedo. Imagem publicada pela Associação 25 de Abril | Facebook

Em nota de imprensa, a Associação 25 de Abril refere que “é com imenso pesar e enorme dor que comunicamos o falecimento do nosso sócio fundador, coronel Luís Ernesto Albuquerque Ferreira de Macedo, após uma prolongada e dura luta contra a covid-19. Luís Macedo foi um dos principais capitães de Abril, com relevante importância em todo o processo do 25 de Abril”.

Vasco Lourenço, presidente da associação, lembra que Luís Macedo era “do grupo de engenharia do Exército, que se distinguiria no coletivo do Movimento dos Capitães, mola impulsionadora e agente fundamental da libertação de Portugal e dos portugueses” e acrescenta que era o braço direito de Otelo Saraiva de Carvalho.

ABRAÇO DE ABRIL AO LUIS MACEDO É com imenso pesar e enorme dor que comunicamos o falecimento do nosso sócio fundador,...

Publicado por Associação 25 de Abril em Domingo, 15 de novembro de 2020

“Se na conceção da ordem de operação foi de enorme importância, seria na obtenção e organização do espaço onde se instalou o Posto de Comando do MFA que o papel de Luís Macedo foi determinante. Foi ele que na sua unidade, o RE1, organizou, preparou e coordenou a partir do posto na Pontinha, onde Otelo e a sua equipa dirigiram todas as operações”, aponta o comunicado.

Luís Macedo integrou o Conselho da Revolução entre março e setembro de 1975, mas Vasco Lourenço lamenta que “foi uma das vítimas da marginalização e perseguição que a estrutura político/militar promoveu, subtilmente, aos capitães de Abril”.

Para terminar, o presidente da associação afirma que “o seu carácter, a sua ética, não lhe permitia pactuar com a incompetência, a hipocrisia e a cega ignorância. O Exército perdeu um dos seus melhores, o mundo civil ficou a ganhar, como em tantos outros casos. O Luís Macedo, não o escondamos, é bem o exemplo de um valor que o Portugal de Abril não soube, não quis aproveitar, por revanchismo, para com os que haviam ousado ter a coragem de avançar para o derrube do fascismo, do colonialismo e para a abertura das portas da liberdade”.

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