Mobilidade no confinamento semelhante à do período pré-pandemia

01 de February 2021 - 15:39

Um estudo realizado por uma empresa de consultadoria mostra que o confinamento de janeiro fica muito longe do de março passado. A mobilidade dos portugueses na passada sexta-feira ficou apenas três pontos percentuais abaixo do que acontecia antes da pandemia.

PARTILHAR
Pintura de parede em Lisboa a apelar ao confinamento. Agosto de 2020. Foto de Ana Mendes.
Pintura de parede em Lisboa a apelar ao confinamento. Agosto de 2020. Foto de Ana Mendes.

A consultora PSE trabalhou várias estatísticas para chegar à conclusão de que, na sexta-feira passada, o “índice de mobilidade” da população portuguesa foi de 72%. Como termo de comparação, antes da pandemia esse índice situava-se nos 75%.

Este estudo é citado pelo Expresso e indica que nenhum dos dias do estado de emergência que teve início a 22 de janeiro chegou aos níveis de confinamento do estado de emergência de 18 de março do ano passado. Então, os níveis do “índice de confinamento em casa” alcançavam os 73%, com o primeiro sábado da medida a atingir os 69%. Desta feita, no dia em que mais pessoas cumpriram esse confinamento em casa, foram 65%.

Comparados os dois primeiros domingos em que as medidas foram aplicadas, em março 73% das pessoas terão ficado em casa. A 24 de janeiro foram 57% e o indicador foi descendo até aos 46% desta sexta-feira.

A consultora diz que “só com os fechos das escolas foi possível chegar a Confinamento no Lar acima dos 50%”. Mas fala em “erosão” no confinamento”. Nos últimos dois dias úteis, houve menos pessoas que ficaram em casa. Na quinta-feira foram 48,6%. Na sexta-feira 46,4%. Isto apesar das escolas e de grande parte do comércio estarem encerrados.

Tendência inversa para o “índice de mobilidade que esteve em crescendo na semana passada, sempre acima dos 50%, até atingir os 72% da última sexta-feira.

Estes vários índices têm por base dados de 3.670 voluntários escolhidos por critérios estatísticos por serem representativos da população. A sua mobilidade é analisada através de uma aplicação de telemóvel que os localiza em permanência. De acordo com os responsáveis pelo estudo, a margem de erro é de 1,62% e o intervalo de confiança de 95%.