Metalúrgica de Oliveira de Azeméis força funcionários em lay-off a trabalho gratuito

20 de July 2020 - 12:00

Segundo o despedimentos.pt, a administração da Jorotubo, empresa especializada no fabrico de estruturas metálicas, obriga os funcionários em lay-off, portanto sofrendo o respetivo corte salarial, a trabalhar mais horas do que o previsto e de forma gratuita.

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Jorotubo, foto de despedimentos.pt.
Jorotubo, foto de despedimentos.pt.

A plataforma de denúncias de abusos laborais, despedimentos.pt, deu conta esta semana de informações que recebeu segundo as quais a administração da Jorotubo, empresa especializada no fabrico de estruturas metálicas, “está a obrigar os funcionários em lay-off, com o respetivo corte salarial, a trabalhar mais horas do que o previsto e de forma gratuita, na sua unidade industrial em Cesar (Oliveira de Azeméis)”.

Estes relatos indicam que, desde abril passado, “os trabalhadores estão a ser forçados a trabalhar mais dias que os previstos no regime de lay-off parcial a que a empresa aderiu”. Explicando o despedimentos.pt que “ao mesmo tempo que acede a apoios públicos que visam contrariar os efeitos que resultam da redução da atividade e manter o emprego, a empresa força os trabalhadores, que têm os seus salários reduzidos, a manterem um horário de trabalho adicional sem receber a devida retribuição”.

Para além disto, “os relatos descrevem ainda um clima de constante pressão para manter os níveis de produção normais, resultando numa dupla penalização para os trabalhadores: com menos salário, horários excessivos e forçados a intensificar os ritmos de trabalho”. A plataforma exemplifica: “neste mês de julho, a maioria dos trabalhadores está a prestar trabalho em 4 dias por semana (32 horas semanais), apesar do apoio a que a empresa recorreu prever para estes funcionários um horário reduzido de 24 horas semanais (que correspondem a 3 dias de trabalho por semana)”.

Segundo as denúncias, “para salvaguardar uma aparência de legalidade, a administração força os trabalhadores a assinar planos com horários de trabalho que não correspondem ao efetuado”.

A plataforma lembra que já tinha divulgado anteriormente que a administração da “tinha imposto férias forçadas”, logo na primeira fase da crise sanitária, antes de aderir ao novo “lay off simplificado”.

Segundo o despedimentos.pt, “esta situação deve merecer a imediata atuação por parte da ACT, para travar este abuso laboral, com claro prejuízo para os trabalhadores e para a Segurança Social”. Isto porque a administração da empresa “está claramente a seguir uma estratégia em que utiliza as medidas de apoio, supostamente dirigidas à manutenção dos postos de trabalho, com o único intuito de maximizar os lucros”.