Foram largos milhares as pessoas que participaram este sábado na Marcha do Orgulho em Lisboa. Depois do período dos confinamentos e constrangimentos devido à pandemia, passados dois anos, o movimento LGBT+ volta a mostrar a sua força.
Devido à situação vivida, "entre uma pandemia, guerra na Europa, a destruição acelerada de políticas sociais e a precarização e aumento constante do custo de vida", a organização considerava, na convocatória do evento que "é mais importante que nunca reafirmar o direito de toda a população a uma existência digna e celebrar em resistência as nossas lutas".
No desfile ouviram-se palavras de ordem como “nem menos, nem mais, direito iguais”, “seja gay, bi ou lésbico, o que importa é amar!” ou “deixa passar! Sou LGBT e o mundo eu vou mudar!”.
"Deixa passar! Sou LGBT e o mundo eu vou mudar!" pic.twitter.com/WGSyK6LUJ6
— Bloco de Esquerda (@BlocoDeEsquerda) June 18, 2022
Presente na manifestação, a coordenadora do Bloco salientou que “há dois anos que a marcha LGBT não saía às ruas” e que quando voltou “nunca como este ano em tantas cidades portuguesas houve marchas do orgulho e isso é extraordinário”. Em coro, todas estas marchas do orgulho foram um “grito pela igualdade” que é o que “pode construir uma sociedade democrática”.
Catarina Martins sublinhou ainda que “sendo Portugal um país em que a igualdade está inscrita na lei, a igualdade ainda não existe na vida” e “tanta gente sente a discriminação todos os dias por causa da sua orientação sexual, por causa do seu género”.
Exemplificou que “tantas vezes jovens têm uma vida tão difícil na escola, ou uma vida tão difícil com as suas famílias” que “é complicado o acesso à saúde” e “há discriminação no trabalho”. Por isso, rematou, “não basta haver igualdade na lei. É preciso haver igualdade todos os dias na sociedade e é por isso que é tão importante que haja hoje esta marcha tão expressiva, de tanta gente”.