You are here

IP: salários aumentam para chefias, para o resto não

A Infraestruturas de Portugal justificou que só aumentará salários dos trabalhadores “quando a situação económica do país permitir”, diz a Comissão de Trabalhadores.
Trabalhadores da IP em plenário no dia 3 de dezembro. Foto da Fectrans.
Trabalhadores da IP em plenário no dia 3 de dezembro. Foto da Fectrans.

Segundo informou em comunicado a Comissão de Trabalhadores da Infraestruturas de Portugal, a administração da empresa decidiu atribuir complementos salariais para as chefias. Mas os restantes trabalhadores da empresa não verão, para já, o seu salário aumentar. Fica-lhes prometido um aumento “quando a situação económica do país permitir”.

Os trabalhadores indicam que algumas das chefias que vão receber este complemento de acordo com um estudo “que foi encomendado pela IP a uma consultora externa” com o suposto objetivo de “saber qual o real valor de mercado das chefias ou direção na IP em comparação com o sector privado”. Os resultados terão sido, reclama a CT, apresentados numa reunião durante o verão no meio de um “ secretismo pedido pelo próprio Presidente”.

Por seu lado, a Fectrans, Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, afeta à CGTP, considera “urgente” que se retome a negociação coletiva, “que é um direito dos trabalhadores que se consagra através das suas organizações sindicais e por tal nenhuma organização pode ser afastada”.

Isto porque a administração se tem recusado negociar com a estrutura sindical “com o argumento se que outras estruturas sindicais que inicialmente intervieram na celebração do Acordo Coletivo de Trabalho já deram o seu acordo para a que não haja aumentos salariais no ano de 2020 e talvez nos seguintes”. A Fectrans considera a situação uma “discriminação” contra si.

Recorde-se que no passado dia três, um plenário de trabalhadores da IP, realizado em frente ao Ministério do Trabalho, condenou a ausência da administração da empresa numa reunião negocial que acabou por ser reagendada para 14 de janeiro.

Os trabalhadores alegam que, após 2009, “os salários dos trabalhadores em geral foram objeto de uma enorme desvalorização” e que esta “não foi recuperada com os salários que vigoram desde 2019”. Pretendem um aumento da tabela salarial em 90 euros por trabalhador e um salário mínimo de entrada na empresa de 850 euro. Querem ainda que os salários dos trabalhadores admitidos no âmbito do Prevpap sejam corrigido, abertura de concursos e redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais.

Termos relacionados Sociedade
(...)