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“Houve uma impreparação do Governo para esta nova vaga"

Em declarações ao Fórum TSF, o deputado bloquista Moisés Ferreira considerou que era evitável o ponto em que estamos relativamente à crise pandémica e considera urgente a existência de apoios que permitam às pessoas poderem confinar ou ficar com os filhos.
Moisés Ferreira, deputado do Bloco
Moisés Ferreira | Foto de Rita Sarrico

O deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira participou esta terça-feira no Fórum TSF, cujo tema principal foi o combate à pandemia e o pedido de apoio europeu. Para o deputado, “estamos num momento muito difícil, mas não me parece que tivéssemos que chegar aqui”.

“É verdade que a pandemia é grave, e é grave em todos os países, mas é mais ou menos agravada conforme as medidas que o Governo aplica e a verdade é que o Governo do Partido Socialista tem recusado tomar algumas medidas que ao Bloco de Esquerda lhe parecem fundamentais desde o início da pandemia”, referiu Moisés Ferreira.

O bloquista deu exemplos de algumas propostas que o Governo se tem recusado a implementar, tal como “medidas para fixar profissionais de saúde no SNS, com exclusividade, ou dar autonomia às instituições para contratar mais para além daqueles contratos de 4 meses, altamente precários. O Governo do PS chumbou todas estas medidas”. Acrescentou ainda que “houve uma impreparação, que foi na verdade consciente, para esta nova vaga que nós estamos a viver”.

Outros dos exemplos referidos por Moisés Ferreira é a falta de apoios para “as pessoas que trabalham em trabalhos informais, recibos verdes, e precisam de ficar em casa”. Portanto, “é preciso apoios para as pessoas poderem confinar ou ficar com os filhos”, considerou.

“O Governo tem regateado todos esses apoios e na verdade nós sabemos que em 2020 executou, do Orçamento, 3.500 milhões de euros abaixo do que estava previsto”, frisou o deputado.

Moisés Ferreira diz que “é incompreensível que o Governo, desde o início da pandemia, não tenha colocado sob gestão do SNS, sob uma gestão integrada dos recursos, todos os recursos que existem no país. É incompreensível”.

“É necessário exigir ao setor privado uma responsabilização nesta atuação, neste desígnio que deve ser todos”, frisou.

O deputado do Bloco acabou por tecer críticas às empresas farmacêuticas porque “há imensos atrasos nas entregas das vacinas. Estas empresas foram altamente subsidiadas por dinheiro público para investigação e produção das vacinas e estão a falhar semana após semana”, acrescentou.

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