Em relação a maio, houve uma diminuição de 0,6% nas pessoas inscritas nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional de maio para junho. Mas os dados revelados esta segunda-feira apontam para uma subida de 36,4% se os dados forem comparados com o mês de junho do ano passado.
O IEFP revela que no final do mês passado tinha 406.665 pessoas inscritas como desempregadas. Mais 108.474 do que em período idêntico do ano passado. Mas menos 2269 do que em maio. Apesar de se registarem mais 91.103 pessoas desempregadas do que em fevereiro, isto é na situação pré-pandemia, isto quer dizer, contudo, que, pela primeira vez desde o confinamento devido à pandemia, o desemprego não está a crescer de mês para mês.
É no Algarve que, relativamente, a situação se mostra mais grave com 26.140 pessoas inscritas como desempregadas nos centros de emprego. De maio para junho, o nível de desemprego diminuiu 5,5%, 1.535 pessoas, mas, comparado com o ano passado, o aumento foi de 231,8%. Ou seja, mais 18.261. A seguir vem Lisboa e Vale do Tejo, onde o aumento foi de 48,5%.
Por grupos, o maior número de desempregados está registado como “trabalhadores não qualificados“ (25,6%), a seguir vêm os “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (22,1%), depois o “pessoal administrativo” (11,7%) e os “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (10,9%)” e os “especialistas das atividades intelectuais e científicas”(9,4%).
Porém, a maior subida de desemprego, comparando novamente com junho de 2019, foi no grupo dos “operadores de instalações e máquinas e trabalhos de montagem” com mais 61,3% de desempregados. A seguir, os mais atingidos foram os “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores”, com mais 56,5%, e o “pessoal administrativo” com mais 39,7%.