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Grupo Amorim força trabalhadores a férias e despede precários

O grupo Amorim Luxury está obrigar os seus trabalhadores a tirar férias forçadas e a despedir precários, de acordo com denúncia à plataforma Despedimentos.pt.
Várias denúncias acusam o grupo Amorim Luxury de despedimentos de trabalhadores precários e imposição de férias forçadas. Foto do site da Amorim Luxury/DR.

No dia 12 de Março, em comunicado à Lusa, este grupo já havia anunciado o fecho dos restaurantes JNcQUOI e das lojas Fashion Clinic e Gucci, em Lisboa, Porto e Algarve, como prevenção "face ao surto e crescente ameaça do vírus Covid-19".

Contudo, o cenário descrito nas várias denúncias ao Despedimentos.pt é bastante diferente. Após a deteção de um caso de Covid-19 num dos seus trabalhadores, a administração do grupo informou os trabalhadores do encerramento dos seus estabelecimentos e a imposição de férias durante esse período.

As denúncias falam que num dos restaurantes do grupo, os seus trabalhadores foram informados por mensagem telefónica que as "duas primeiras semanas contarão como férias para todos”. A mesma mensagem informou que os trabalhadores iriam receber “uma circular com a folha de férias que deve ser preenchida, assinada e devolvida”, em que deviam ser confirmadas “as datas de férias de 13 a 27 com respetivas folgas”, por parte do departamento de recursos humanos. A mensagem terminava dizendo que “É importante que o documento de cada um possa chegar aos RH para que possam receber o salário”, uma instrução que os trabalhadores leram como uma chantagem com vista a um falso acordo de férias forçadas.

De acordo com a plataforma Despedimentos.pt, as denúncias não terminam por aqui. Outras denúncias relatadas referem a existência de num número indeterminado de despedimentos entre trabalhadores precários, com contrato a termo.

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