Os trabalhadores do Casino de Chaves estiveram em greve nos dias 27 e 28 de maio, 16 e 17 de julho, 6 a 10 de agosto e agora, novamente nos dias 9 e 10 de setembro, completando assim onze dias de luta, sempre com forte adesão.
Neste último período de greve, as bancas de jogo estiveram novamente encerradas devido à adesão total dos trabalhadores à greve. De acordo com a CGTP, “para assegurar um torneio de Poker a empresa teve de recorrer a extras, o que é ilegal”.
A central sindical afirma também que “nenhuma banca de jogo abriu nos 11 dias de greve” o que vem comprovar a “unidade, firmeza e determinação” dos funcionários deste Casino.
A CGTP refere que os trabalhadores pugnam pela “melhoria das suas condições de vida e de trabalho, pelo direito ao diálogo e à negociação da contratação coletiva” e reivindicam, entre outras medidas, aumentos salariais, atualização das diuturnidades, do subsídio de alimentação, do abono de falhas e do prémio de línguas, pagamento de subsídio de turno e do trabalho em dia feriado com um acréscimo de 200%.
Lutam também pela redução do horário de trabalho para as 35 horas, pelo direito a 25 dias úteis de férias, valorização das carreiras profissionais e celebração de um Acordo de Empresa.
O Grupo Solverde, da família Violas, integra quatro hotéis bem como os Casinos de Chaves, Espinho, Vilamoura, Monte Gordo e Algarve.