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Greve na CP e IP exige mais aumentos salariais e contratações

Sindicato confirma “adesão total” por parte dos trabalhadores, o que mostra uma “grande insatisfação”. Cerca de 70% dos comboios foram suprimidos até ao meio dia.
Foto de Paula Nunes

Os trabalhadores da CP - Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal (IP) realizam esta sexta-feira um dia de greve a exigir aumentos salariais e um reforço das contratações, segundo a Lusa.

Um dos motivos da greve é a ausência de respostas por parte do Governo e já está a provocar “fortes perturbações” no normal funcionamento destes serviços, podendo-se estender até ao dia de sábado.

A greve foi convocada por várias organizações sindicais, entre elas a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) e pedem à tutela a “harmonização das regras de trabalho na CP e na IP”, tal como a admissão de novos trabalhadores e “uma calendarização para a negociação da revisão da contratação coletiva”.

À RTP, o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) confirmou que a greve está a ter “uma adesão total” por parte dos trabalhadores, tanto no Porto como em Lisboa.

Luís Bravo, dirigente do SFRCI, referiu que “há uma grande insatisfação face à decisão do Governo'', acrescentando que os salários vão continuar congelados.

Segundo a RTP, até às 10 da manhã, das cerca de 440 ligações ferroviárias, apenas foram realizadas menos de 150, com o maior impacto a fazer-se sentir nos comboios urbanos. A CP confirmou à agência Lusa que até às 12h, cerca de 70% dos comboios foram suprimidos. Dos 561 comboios programados, realizaram-se 160, foram suprimidos 401, dos quais 112 do serviço regional, 23 de longo curso, 72 comboios urbanos do Porto e 194 urbanos de Lisboa.

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