No balanço da abertura do ano letivo, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, referiu que a estrutura sindical “está absolutamente contra” o processo de municipalização do ensino e promete que pretende reunir-se com a Associação de Municípios que sair das próximas autárquicas para tentar criar “um movimento” com as autarquias, com os pais, com os professores e com as famílias, para “tentar pôr ainda travão a esse erro tremendo”, noticia a Lusa.
Previsto avançar até março de 2022, o processo de municipalização do ensino irá colocar pesadas responsabilidades nos eleitos das próximas eleições de 26 de setembro, num processo onde “dois terços dos municípios não estiveram de acordo”.
“Para a qualidade do ensino e para a resposta de educação que se vai dar aos alunos vai significar maiores desigualdades. Os municípios não são todos iguais, uns têm mais condições outros menos e, portanto, as desigualdades tendem a agravar-se num processo de desresponsabilização do Estado central e sacudir os problemas do capote para cima dos municípios”, criticou Mário Nogueira.
Professores marcam protesto “exigir respeito pela profissão”
Para o próximo dia 05 de outubro a Fenprof agendou uma manifestação a decorrer em Lisboa, junto ao Ministério da Educação, para exigir melhores condições de trabalho e respeito pelos direitos dos trabalhadores.
“É pela falta de respeito que o Governo tem para com os professores, por estes roubos na carreira, é por causa das vagas, que impedem professores que reúnem todos os requisitos para progredir, mas que estão impedidos de progredir, é por tudo isto - que significa desrespeito pelos professores -, que os professores, no dia 5 de outubro, dia mundial do professor, vão juntar-se em Lisboa, às 15 horas e vão desfilar para o Ministério da Educação e protestar e exigir respeito pela sua profissão”, argumentou.