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Fenprof denuncia colocação de menos professores nas escolas

A publicação das listas de colocação de professores revela que a contratação inicial irá colocar menos professores devido a injustiças na mobilidade interna, critica a Federação Nacional dos Professores.

O Ministério da Educação (ME) divulgou esta sexta-feira os resultados dos concursos de mobilidade interna e de contratação inicial. Mais de 13 mil professores irão mudar de escola. Outro 6.500 foram colocados em estabelecimentos de ensino através de contratação incial.

Para a Fenprof, estas listas confirmam que haverá menos docentes nas escolas, agravando as injustiças na Mobilidade Interna.

Num comunicado divulgado após análise das listas do Ministério da Educação, a federação dos professores explica que, no âmbito da contratação inicial, as escolas vão ter menos professores no início do próximo ano letivo do que aqueles que chegaram pela mesma via no ano anterior. Em 2020, foram 11.152 professores colocados por esta via, noticia a Lusa.

Somando os 6.500 contratados aos que entraram este ano para os quadros do Ministério da Educação e àqueles que já estavam vinculados, e contando também com a saída dos docentes que se aposentaram, “as escolas terão menos 3362 docentes quando abrir o novo ano escolar”, conclui a Fenprof.

Por outro lado, relativamente à mobilidade interna, a estrutura sindical relembra que “a colocação dos docentes, nesta fase, apenas em horários completos, (…) significa que serão ultrapassados por colegas menos graduados que, não tendo obtido colocação, transitaram para as Reservas de Recrutamento”, explicam.

Para a Fenprof, “o número de docentes nas escolas não tem vindo a aumentar; o nível de precariedade nos profissionais docentes não tem vindo a baixar; as injustiças provocadas por opções do ME que pervertem o princípio da graduação profissional mantêm-se na mesma”.

E relembram que as listas deveriam ter sido conhecidas mais cedo, justificando que “o ano nas escolas inicia-se dentro de duas semanas com os professores a serem chamados a um trabalho, que passa por preparar um ano letivo particularmente exigente”.

Os docentes agora colocados na mobilidade interna e na contratação inicial terão dois dias para aceitar a colocação na aplicação eletrónica, e 72 horas para se apresentar nas escolas onde foram colocados.

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