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Etiópia: Governo ataca campos de refugiados no Tigray

Conflito entre as tropas estatais e os rebeldes da Frente Popular para a Libertação do Tigray agrava-se. Novo ataque faz 56 mortos e dezenas de feridos.
Região do Tigray - Foto de Rod Waddington | Flickr

O mais recente ataque aos campos de refugiados na região etíope do Tigray já mereceu a “indignação” do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), segundo o jornal Nós Diário. A região é o epicentro de um conflito iniciado em novembro de 2020.

Em declarações à Europa Press, a diretora executiva da Unicef, Henrietta Fore, referiu que “a Unicef expressa a sua indignação pelos ataques aéreos contra os acampamentos de imigrantes internos e para refugiados do Tigray”.

O organismo aponta críticas ao bombardeio de há três dias que atingiu uma escola na localidade de Dedebit, transformada num centro de acolhimento para pessoas afetadas pela guerra.

O porta-voz da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF), Getachew Reda, acusou o governo da Etiópia por este ataque com aviões não tripulados. Estima-se que tenham morrido 56 pessoas e dezenas de feridos.

Para Henrietta Fore, “não respeitar os campos de refugiados e não protegê-los dos ataques pode constituir uma violação do direito internacional humanitário”.

A Guerra do Tigray, também conhecida como Guerra Civil Etíope, é um conflito armado iniciado em 4 de novembro de 2020 entre o governo federal da Etiópia e o partido Frente de Libertação do Povo Tigray, na região com o mesmo nome.

 

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