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Estudantes do ISCTE protestam por melhores condições

Sob o lema "Sem espaço para comer, sem espaço para dormir, sem espaço para estudar!", os estudantes realizaram esta quinta-feira uma ação de protesto para denunciar a falta de condições para quem ali estuda.
Estes estudantes do ISCTE convocam uma concentração para o dia 18 de novembro às 15h em frente à Assembleia da República – Foto dos ativistas
Estes estudantes do ISCTE convocam uma concentração para o dia 18 de novembro às 15h em frente à Assembleia da República – Foto dos ativistas

Em nota de imprensa, os ativistas afirmam que a falta de espaços de refeição no ISCTE, “insuficientes para todos os estudantes”, era já uma realidade no ano letivo anterior e que se agravou este ano, uma vez que duas das concessões/espaços de refeição disponíveis terminaram durante o confinamento. “Neste momento, apenas um espaço continua a servir refeições, sem qualquer intervenção da Ação Social Escolar”, afirmam.

Os estudantes exigem “a melhoria das condições das cantinas; a criação de novos espaços de refeição; a criação de uma verdadeira refeição social e a descida e fixação do seu valor num preço justo”. Referem também que “as salas de estudo são também muito insuficientes, tornando-se impossível cumprir as normas de distanciamento” e apontam ainda que as falhas e obstáculos das aulas online, como as falhas de internet, a falta de um computador para assistir às aulas” é uma realidade, que leva “à degradação da qualidade do ensino”.

Relativamente à residência estudantil, denunciam que a residência do ISCTE (que tem mais de 10.000 estudantes), tem 77 camas. “A falta de espaço na nossa residência é conhecida por todos os que lá vivem”, frisam, defendendo “o aumento do número de camas, nomeadamente para estudantes bolseiros, e a garantia de um lugar para todos os estudantes que precisam, a preços justos e acessíveis”.

Os estudantes dizem também que a ação desta quinta-feira, 12 de novembro, serviu também como denúncia e luta pela resolução de outros problemas, referindo “a escassez de desinfetante na faculdade” e também “a carência de financiamento público, a falta de democracia na faculdade, a dificuldade no pagamento das propinas, as insuficiências dos serviços académicos e da Ação Social Escolar e a ausência de profissionais e consultas de psicologia gratuitas”.

“Sabemos que devido ao surto epidémico, torna-se necessário tomar medidas que permitam conter e combater o vírus”, dizem os ativistas, sublinhando que as medidas devem ser excecionais e “não podem prejudicar os estudantes”.

Na nota de imprensa afirmam ainda: “Não tivemos e não teremos medo de afirmar que é possível salvaguardar a saúde de todos e, ao mesmo tempo, responder às preocupações e necessidades do Ensino Superior, do ISCTE e dos estudantes, cumprindo os seus direitos”.

A concluir, convocam uma concentração para o dia 18 de novembro às 15h em frente à Assembleia da República, “cumprindo todas as normas necessárias, mas não desistindo de lutar pelo Ensino Superior a que temos direito!”

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