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Brigada Estudantil denuncia “situação dramática” nas residências de Coimbra

Movimento apela à mobilização estudantil no Dia Internacional do Estudante, a 17 de novembro, com iniciativas em Lisboa, Porto e Coimbra. E volta a denunciar a falta de meios para prevenir o contágio nas residências universitárias.
Brigada Estudantil
Foto de Brigada Estudantil/Facebook

Em comunicado, a Brigada Estudantil denunciou esta semana “a situação dramática nas residências de Coimbra e a sua falta de capacidade para lidar com casos de SARS-COV 2”. Segundo os estudantes, “as residências universitárias de Coimbra não têm recebido o devido apoio por parte dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC), levando a que vários estudantes se encontrem sem resposta ou condições para conseguirem viver e combater uma pandemia”.

“Os SASUC, mesmo após terem conhecimento de casos positivos ao novo coronavírus, têm falhado em comunicar com os estudantes, não garantindo a disponibilização de testes, apelando a que se leve uma “vida normal”. Para além de ser impossível viver uma “vida normal” no meio de uma pandemia, as condições oferecidas pelas residências não são suficientes para sequer prevenir o novo coronavírus”, alerta a Brigada Estudantil.

Entre os relatos recolhidos por este movimento em Coimbra, há casos de residências com 100 e 200 estudantes e com apenas 1 quarto para isolamento. “A separação das camas é apenas de 2 metros, não tendo em conta que os estudantes vão estar no mínimo 8 horas a partilhar o mesmo quarto com pouca ventilação” e os SASUC aconselham os estudantes - em grande parte bolseiros  a irem comer fora porque as cozinhas das residências também não reúnem as condições necessárias de higienização.

Os estudantes queixam-se ainda da falta de informação aos residentes dos casos de infeção, o que contribui para “um ambiente de desconfiança” nas residências. Por outro lado, “as refeições não estão a ser providenciadas aos alunos infetados, deixando que os seus colegas não infetados fiquem responsáveis pela sua alimentação”. Para a Brigada Estudantil, cabe à Universidade de Coimbra “garantir o bem-estar mínimo dos seus estudantes”, pelo que são urgentes “respostas eficientes e imediatas por parte dos SASUC, de modo a que os estudantes possam prosseguir com os seus estudos da forma mais saudável possível”.

Manifestações e vigílias a 17 de dezembro

No dia Internacional do Estudante, que se comemora a 17 de Novembro, a Brigada Estudantil convocou uma manifestação para Lisboa, com partida do Largo de Camões pelas 16 horas. Em Coimbra haverá uma vigília pelas 16h30 na Praça da República e no Porto também se fará uma vigília às 16h na Praça dos Leões, em frente à reitoria da Universidade do Porto, organizada em colaboração com o grupo Quarentena académica.

Os protestos intitulados “Geração à Rasca 2.0” contestam “a progressiva elitização do acesso ao Ensino Superior, segregando e excluindo milhares de jovens com base em critérios socioeconómicos e, ao mesmo tempo, acentuando um conjunto de desigualdades pré-existentes” e que ficaram ainda mais expostas com a pandemia.

“A falta de comunicação, os problemas de alojamento, as assimetrias no acesso a materiais que viabilizassem o acesso às aulas online só veio demonstrar a necessidade das faculdades como palcos de democracia, que permitam conquistar a igualdade social”, defendem os estudantes, prometendo continuar nas ruas “até à eliminação das propinas”.

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