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Estudantes da Universidade de Lisboa com covid-19 em condições “inadmissíveis”

A Brigada Estudantil agendou para esta segunda-feira uma ação, pelas 17h na Cantina Velha, nos Serviços de Ação Social da Universidade de Lisboa, em protesto contra as condições de alojamento dos estudantes com covid-19 e a ausência crónica de espaço nas residências universitárias.
Foto de Manuelvbotelho, Wikimedia.

Os ativistas estudantis vêm a público repudiar a forma como os estudantes com covid-19 alojados nas residências dos Serviços de Acção Social da Universidade de Lisboa estão a ser tratados. Conforme explicam em comunicado enviado ao Esquerda.net, quando começaram o seu confinamento, estes alunos foram transferidos pelos SAS-UL para Pousadas da Juventude.

 

No entanto, estes locais não têm condições para os albergar: “Para além das fracas condições de habitabilidade a que estes alunos estão sujeitos, não lhes são disponibilizadas condições materiais para assistirem às aulas e prosseguirem os seus estudos com a maior normalidade possível”, lê-se no documento.

Em declarações ao Esquerda.net, Andreia Galvão denunciou a “situação atroz” em que se encontram estes estudantes. A ativista estudantil referiu que lhes terá sido garantido previamente “que teriam um quarto e uma casa de banho individual, mas não é isso que se verifica”. Na realidade, muitos destes alunos encontram-se a partilhar quarto e casa de banho.

Acresce que não têm local onde possam estudar e nem lhes é assegurado o acesso à internet: “Foi-lhes dito que podem estudar no chão do corredor e estão sem acesso a serviços de internet estáveis e com cobertura de banda suficiente. Muitas pessoas estão a comprar pacotes de dados para conseguirem assistir às aulas online”, relatou Andreia Galvão.

No comunicado, é ainda assinalado que “não estão a ser respeitadas as restrições alimentares de alguns alunos com intolerâncias à lactose e glúten - o que pode seriamente condicionar a sua saúde - e a comida vem sempre fria, não havendo forma de a aquecer no local”.

Os ativistas afirmam que os “alunos contactaram a linha SNS24, reportaram as suas condições atuais e foi-lhes dito que as mesmas eram ilegais”. Contudo, quando “confrontaram as entidades responsáveis com esta informação”, foi-lhes dito que “o protocolo de quarentena teria sido verificado e assinado por um delegado de saúde. No entanto, como era de esperar, até hoje ainda não tiveram acesso a este documento”. 

A Brigada Estudantil denunciou hoje a falta de condições nas residências do serviço de ação social da Universidade de...

Publicado por Brigada Estudantil em Segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Andreia Galvão sublinhou que a iniciativa agendada para esta segunda-feira, pelas 17h na Cantina Velha, nos Serviços de Ação Social da Universidade de Lisboa, tem como objetivo “denunciar a situação inadmissível em que estes estudantes se encontram”, bem como expor “a falta de condições e a ausência crónica de espaço nas residências para estudantes”.

A Brigada Estudantil “exige uma resposta imediata para estes estudantes afetados pela pandemia - uma resposta que salvaguarde os seus estados de saúde e performances académicas”.

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