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É preciso que haja a coragem de ultrapassar as patentes e produzir as vacinas

Catarina Martins visitou esta quinta-feira o Laboratório Militar, sublinhando o “papel imprescindível” que tem tido, nomeadamente no combate à pandemia. Em relação às vacinas, defendeu que Portugal acompanhe o manifesto publicado hoje.
Catarina Martins afirmou que o “Laboratório Militar tem sido essencial no combate à pandemia” e defendeu que haja a coragem de ultrapassar as patentes e de produzir as vacinas” - Foto Rita Sarrico
Catarina Martins afirmou que o “Laboratório Militar tem sido essencial no combate à pandemia” e defendeu que haja a coragem de ultrapassar as patentes e de produzir as vacinas” - Foto Rita Sarrico

No final da visita ao Laboratório Militar, a coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu que Portugal precisa de aumentar a vacinação e deve “negociar mais vacinas, todas as vacinas disponíveis”.

Catarina Martins acompanha o manifesto que hoje foi publicado em Portugal "para que haja a coragem de ultrapassar as patentes e de produzir as vacinas" porque, afirma, a vacina "é um bem comum e não pode estar refém dos lucros das farmacêuticas. Temos de garantir a universalização da vacina contra a covid, que é a única forma de ultrapassarmos a pandemia”, defendeu.

Questionada sobre o uso das vacinas, em particular a da AstraZeneca, a coordenadora bloquista defendeu que “se confie na ciência, se ouçam as entidades responsáveis e que não seja criado alarmismo onde ele não deve existir”.

Na tarde desta quinta-feira será debatido no parlamento um projeto de resolução, apresentado pelo Bloco de Esquerda, que recomenda o levantamento das patentes contra a covid-19.

Laboratório Militar tem sido essencial no combate à pandemia

Catarina relembrou que a instituição tem tido “um papel imprescindível no nosso país no combate à pandemia”, garnatindo a produção “até do chamado álcool gel, bem como no apoio logístico em tudo o que é preciso, testes, etc”.

“O Laboratório Militar tem sido essencial no trabalho do país no combate à pandemia”, disse, relembrando os projetos da direita para extinguir esta instituição. 

E sublinhou que “é o Laboratório Militar que produz aqueles medicamentos que já não interessam à indústria farmacêutica, e que são fundamentais para muitas das doenças crónicas”.

“Temos aqui algo que é estratégico na resposta da saúde em Portugal”, frisou. Considerando que o Laboratório Militar passou a laboratório nacional, “é preciso garantir que o laboratório terá as condições para essa missão reforçada, começando até pelos recursos humanos. Precisa de mais gente e deve tê-la. Uma estrutura que se provou tão estratégica e que respondeu tão bem às necessidades do país precisa agora de uma decisão política clara no seu reforço. O Laboratório Militar é uma garantia do país numa área tão fundamental como o acesso ao medicamento e essa precisa de ser mantida e reforçada”, concluiu.

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