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Destruição de floresta mediterrânica em Tomar

A Quercus denunciou o abate de sobreiros e azinheiras sem a devida autorização, em Porto de Cavaleiros, concelho de Tomar. Bloco de Esquerda questiona o governo.
Sobreiro abatido ilegalmente - Foto Quercus
Sobreiro abatido ilegalmente - Foto Quercus

A associação ambiental Quercus fez a denúncia em comunicado, publicado no seu site.

A organização denunciava o abate não autorizado de sobreiros e azinheiras protegidas e a “destruição de uma área de floresta mediterrânica dominada por um sobreiral, com azinheiras, carvalhos portugueses e medronheiros, entre outras espécies, em Porto de Cavaleiros, no concelho de Tomar”.

Arborização do terreno em causa com eucalipto”

A associação alertou para a gravidade da situação, uma vez que “existe reincidência no abate ilegal de sobreiros, ocorrido em julho de 2015 na propriedade denominada Corvina, com uma área de cerca de 23 hectares, localizada junto do Rio Nabão, em Porto de Cavaleiros e parcialmente integrada no Sítio Sicó-Alvaiázere da Rede Natura 2000” e sublinha que este terreno é o único “com alguma dimensão na zona norte da antiga freguesia de Pedreira, que não foi alvo de plantações de eucaliptos”.

Segundo a associação, “no terreno encontravam-se motosserristas da empresa madeireira 'Madeiras Afonso, Lda,' a cortar azinheiras, carvalhos e sobreiros não cintados” e teve conhecimento que esta empresa foi condenada ao pagamento de uma coima por abate ilegal de sobreiros em 2015. A empresa madeireira, no final desse ano pediu autorização para “arborização do terreno em causa com eucalipto”, o que foi indeferido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Bloco questiona governo

Em comunicado, a distrital de Santarém do Bloco de Esquerda pergunta ao governo, através do ministério da Agricultura Florestas e Desenvolvimento Rural, se tem conhecimento e autorizou “esta mobilização dos terrenos, visando a plantação de eucaliptos” e como irá “fazer cumprir as normas em vigor para a protecção destas espécies e obrigar à reposição das árvores abatidas”.

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