O Diário de Notícias / Dinheiro Vivo refere que dados da Nielsen revelam o efeito da inflação nos bens alimentares. As famílias portuguesas gastaram, até setembro, 7981 milhões de euros no supermercado, mais 567 milhões do que em igual período de 2021, o que equivale a um acréscimo de 7,7%.
O crescimento da despesa com bebidas não alcoólicas (14%), artigos de mercearia (10%), laticínios (9%) e congelados (5%) ganha destaque.
Acresce que, em cada 10 artigos comprados, quatro são das chamadas "marcas brancas". No setor da alimentação, esta quota já está próxima dos 50%.
As despesas com bens de grande consumo registaram um aumento, em termos homólogos, de 3,8% em março, 10,4% em maio e 14,1% em agosto. Em setembro, o crescimento foi de 13,2%. Ao mesmo tempo, os carrinhos de supermercado ficam cada vez mais vazios.
Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) aponta "decréscimos assinaláveis" no consumo de bens de primeira necessidade de preço mais elevado, como o peixe ou a carne de vaca, que registam perdas de 10 a 15%.
Também a procura pelas promoções acelerou, ultrapassando já uma quota de 50%.