As organizações das marchas do Orgulho LGBTI+ de Copenhaga e Malmo juntaram-se este ano para promover o maior evento do ano pela igualdade de direitos e também o mais importante alguma vez realizado na Escandinávia. As cidades dinamarquesa e sueca, separadas pela maior ponte rodoferroviária europeia, com quase 8 quilómetros de comprimento, preparam-se para receber muitos milhares de ativistas na marcha e nos concertos do WorldPride, para além dos dois mil atletas que irão participar nos torneios do Eurogames em 22 desportos.
O programa inclui ainda um Fórum dos Direitos Humanos com três dias de conferências, cinco dias de debates no Festival Democracia 1:1, uma cimeira sobre Refugiados, Fronteiras e Imigração e a assembleia interparlamentar com mais de 200 parlamentares eleitos em 53 países.
A deputada bloquista Fabíola Cardoso intervirá no encerramento desta assembleia interparlamentar e participará também no Fórum dos Direitos Humanos, além de outras iniciativas promovidas à margem do evento, como uma tertúlia organizada por eurodeputados de vários grupos políticos. Fabíola Cardoso participará também na marcha de sábado em Copenhaga, o maior evento desta série de iniciativas.
A escolha da cidade de Copenhaga para acolher o WorldPride 2021 foi feita antes da pandemia, em 2017, na convenção anual da Interpride, a associação que junta mais de 200 marchas LGBTI+ de todo o mundo. Na altura, a cidade dinamarquesa levou a melhor sobre a norte-americana Fort Lauderdale e a escolha foi justificada por aquele país ser um dos mais avançados em relação aos direitos desta comunidade. No ano seguinte foi anunciada a sua vitória como sede dos Eurogames de 2021, em parceria com Malmo. Será o regresso do evento desportivo organizado pela Federação Europeia Gay e Lésbica de Desporto, que viu cancelada a edição de 2020, prevista para a cidade alemã de Dusseldorf, por causa da pandemia de covid-19.