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Concentração de gases com efeito de estufa bate novo record em 2014

A Organização Meteorológica Mundial revelou no seu relatório anual divulgado esta semana que o nível de concentração de gases com efeito de estufa atingiu um novo recorde em 2104
Foto Ian Britton/Flickr

O relatório da OMM- que não mede as emissões de gás com efeito de estufa, mas a sua concentração na atmosfera - mostra que o CO2 (dióxido de carbono, o principal gás com efeito de estufa de longa duração) aumentou para 397,7 partes por milhão (ppm) na atmosfera o ano passado.

"Todos os anos dizemos que não temos mais tempo e por isso devemos agir AGORA para reduzir as emissões de gás porque só desta forma poderemos a subida das temperaturas num nível razoável", sublinha no relatório, acrescentando ainda: “ Não podemos ver o CO2, é uma ameaça invisível, mas uma ameaça muito real".

Um dos responsáveis pela OMM, Jarraud afirma que “ o aumento das temperaturas globais mais elevadas, aumenta o risco de haver mais fenómenos meteorológicos extremos, como vagas de calor, inundações, derretimento do gelo e aumento do nível do mar e da sua acidez".

O metano, o segundo gás com efeito de estufa de longa duração, também atingiu um novo recorde de concentração, 1.833 ppm em 2014, de acordo com o relatório desta organização.

A OMM indica ainda que, com 60 por cento das emissões de metano provocadas pela atividade humana, nomeadamente pecuária, cultivo de arroz, exploração de combustíveis fósseis, se registou um aumento de 254% das concentrações na atmosfera deste gás desde os níveis da era pré-industrial.

O protóxido de azoto, cujo impacto no clima num período de 100 anos é 298 vezes mais importante que o CO2 e que também contribui para a destruição da camada de ozono que nos protege da nocividade dos raios ultravioleta emitidos pelo sol, registou o ano passado uma concentração de 327,1 partes por mil milhões, ou 121% dos seus níveis antes da era industrial.

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