De acordo com a central sindical, numa carta a que o Jornal de Notícias teve acesso, "muitas mães e pais trabalhadores foram confrontados com férias forçadas pelas entidades patronais, antes de maio, no início da pandemia [da covid-19]", e agora têm de trabalhar em agosto, "mês em que teriam as suas férias habituais para conciliar com as responsabilidades familiares e deparam-se com os estabelecimentos de ensino ou de apoio encerrados e sem ter onde deixar os filhos menores".
A mesma carta revela que os sindicatos da CGTP têm recebido "relatos de casos de verdadeira aflição, sem apoio familiar de retaguarda e sem solução à vista".
A solução apontada pela central sindical, que já manifestou disponibilidade para colaborar com o Ministério do Trabalho, nomeadamente identificando as situações que foram reportadas, passa por ajustar os apoios às famílias às necessidades atuais. "Se o 'lay-off' foi ajustado para as empresas, também os apoios às famílias têm de ser ajustados às suas necessidades".
Estas situações não têm enquadramento legal específico, recorda a CGTP, que pede uma “resposta excecional e urgente nos apoios sociais”. Na carta assinada pela coordenadora da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens, Fátima Messias, é ainda referido que "os poucos campos de férias que existem, nalgumas regiões do país, não duram o mês todo e são pagos, algo que muitas famílias, em resultado da perda de rendimentos, não podem suportar".