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Carteiros de Rio Maior e Santarém em vigília de luta

Há “milhares de cartas por distribuir” diz o sindicato. Os trabalhadores defendem que são necessários mais carteiros nas suas localidades porque não estão a ser assegurados os direitos dos cidadãos.
Carteiro em luta. Foto da CGTP.
Carteiro em luta. Foto da CGTP.

Na noite da passada sexta-feira, em frente à estação de correios do Largo Cândido dos Reis, em Santarém, dezenas de carteiros de Rio Maior e de Santarém juntaram-se numa vigília de protesto contra o estado dos serviços postais nas suas localidades e pela melhoria das condições de trabalho.

Os carteiros presentes no protesto exibiam camisolas pretas onde se podia ler “carteiro em lura” e “respeito” e construiram uma “árvore dos desejos” onde escreveram as suas principais reivindicações.

Em declarações à Rede Regional, Dina Serrenho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, explicou que as razões do protesto “têm a ver com a necessidade urgente da integração de trabalhadores nos quadros para poder fazer face aos milhares de cartas que estão retidas em todos os locais de trabalho”.

A dirigente sindical diz que é “humanamente impossível” nestas condições cumprir os prazos estipulados no contrato de serviço público e acusa a administração de querer resolver o problema: “da parte da administração, só temos prepotência e arrogância, não há outros meios, lamentavelmente, porque todos nós temos a camisola dos correios vestida e é com muita tristeza que estamos aqui”. Por isso, seria necessária uma intervenção do Estado de forma a “obrigar a empresa a cumprir um serviço público a que está obrigada, e que não está a cumprir”.

O SNTCT estima que serão, pelo menos, necessários mais sete carteiros em Rio Maior e mais dez em Santarém.

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