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Brasil aprova cana transgénica, plataforma quer rótulo “Sem OGM”

Na passada quinta-feira, o Brasil aprovou o uso comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada. A Plataforma Transgénicos Fora quer que até ao fim do ano passe a haver em Portugal um rótulo “sem OGM”.
Plataforma Transgénicos Fora quer que haja em Portugal o rótulo "Sem OGM" até ao fim de 2017
Plataforma Transgénicos Fora quer que haja em Portugal o rótulo "Sem OGM" até ao fim de 2017

Na passada quinta-feira foi noticiado que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil aprovou o uso comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada. É a primeira vez que isso acontece no mundo.

Segundo a Bloomberg, a CNTBio aprovou a comercialização no Brasil de uma cana-de-açúcar transgénica, para supostamente combater o inseto broca da cana. O pedido foi feito pela empresa privada brasileira Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a comercialização demorará três anos.

Em novembro de 2015, os EUA aprovaram o salmão transgénico.

Sem OGM”

Segundo a Lusa, a Plataforma Transgénicos Fora (que tem o site stopogm.net) quer que em Portugal haja o rótulo “Sem OGM” no mercado até ao fim de 2017, o que pressionará produtores e comerciantes e permitirá descansar consumidores. A Plataforma junta 11 associações e existe há 16 anos.

Ricardo Marques da Plataforma disse à Lusa que é “uma segurança extra”, que já existe em vários países da União Europeia (UE) que pressiona produtores e comerciantes a rejeitar os OGM e que promove um mundo sem transgénicos.

Perigos desnecessários

Segundo se pode ler no site da Plataforma, “os transgénicos são seres vivos criados artificialmente em laboratório que vêm trazer muitos perigos desnecessários”.

Os perigos são variados, têm riscos para a saúde humana, muitos dos quais nem sequer conhecidos. Os OGM provocam dessequilíbrios na natureza, têm “ impactos para a agricultura convencional e biológica devido à contaminação e aparecimento de novas pragas” e facilitam o aumento do controlo corporativo sobre a alimentação. Ao contrário da abundante propaganda das empresas que os produzem, como a Monsanto, não trazem qualquer vantagem à saúde ou ao ambiente.

A Plataforma está a criar um “sistema de certificação nacional”, para que os produtos certificados poderão usar um rótulo “sem OGM”, que garantirá que não têm nem usaram OGM na sua produção. Segundo refere a plataforma, “uma vez que a maioria dos consumidores desconfia dos OGM, estes só continuam a entrar na nossa alimentação porque há muitos produtos, como a maioria dos produtos pecuários, que não são rotulados”.

A legislação da UE obriga a que a presença de OGM seja divulgada nos produtos, no entanto, segundo Ricardo Marques, tal não acontece, nomeadamente nos produtos de origem animal, mesmo quando esses animais se alimentaram quase exclusivamente de OGM. O responsável da plataforma diz que, com o rótulo “Sem OGM”, os consumidores terão a garantia de que esses produtos não conterão transgénicos, mesmo no caso de produtos pecuários.

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