You are here

Bloco pede reforço do rastreio e dos Cuidados de Saúde Primários

Moisés Ferreira acredita que é possível levantar algumas das medidas e é imprescindível criar disponibilidade de respostas no SNS, nomeadamente na linha SNS24.
Moisés Ferreira | Foto de Ana Mendes - Arquivo esquerda.net

Moisés Ferreira, deputado do Bloco de Esquerda, em declarações após a reunião de hoje com o Infarmed para fazer o ponto de situação relativo à pandemia da covid-19, referiu que “hoje sabemos que a nova variante de covid-19, apesar de mais contagiosa, é menos perigosa e também reconfirmamos aquilo que é a eficácia e a validade da vacinação, tal como a proteção que ela dá à população. Posto isto e tendo em conta estes dois dados, não há razão para que no país se mantenham uma série de medidas restritivas”.

As medidas em causa são a reabertura das escolas e o levantamento de restrições de muitas atividades, portanto “é fundamental garantir que é acelerada a vacinação da dose de reforço e aqui é importante dizer que existem populações vulneráveis pela sua idade que ainda não têm ou não foram abrangidas a 100% por esta dose de reforço”, sublinhou o bloquista.

“É fundamental que o Governo perceba que é preciso reforçar o Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente o SNS24 e os Cuidados de Saúde Primários (CSP). Neste momento o SNS24 não tem capacidade para responder a todas as chamadas e os CSP foram muitas vezes transformados em centros burocráticos e os seus profissionais estão assoberbados com muitas tarefas”, apontou Moisés Ferreira.

Para o deputado bloquista, “é preciso, neste momento, reforçar o SNS24 com mais profissionais, é preciso reforçar os CSP com mais profissionais e mais médicos de família, garantindo que os Agrupamentos de Centros de Saúde possam eles próprios contratar os profissionais que necessitam. Se isto não for feito, aquilo que vai acontecer é uma sobrecarga sobre as urgências que já se está a sentir e uma maior dificuldade de acesso aos cuidados pelos utentes”.

Por fim, “as autoridades de saúde devem reponderar os seus critérios de risco, nomeadamente de contactos que estiveram em contacto com alguém infetado e deve também reponderar as regras e os tempos de isolamento e de confinamento, seja para contactos, seja para infetados”, afirmou.

Termos relacionados Covid-19, Política
(...)