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Bloco de Lisboa quer rede pública e gratuita de internet na cidade

Entre as propostas da vereação bloquista na Câmara de Lisboa está a implementação de uma rede pública e gratuita de internet em todas as praças e jardins da cidade. O vereador Manuel Grilo defende que o acesso universal à internet é agora "uma urgência social".
O confinamento causado pela pandemia da covid-10 adensou desigualdades e o acesso universal e gratuito à internet é agora uma "urgência social", defende o vereador dos Direitos Sociais e Educação da Câmara Municipal de Lisboa.
O confinamento causado pela pandemia da covid-10 adensou desigualdades e o acesso universal e gratuito à internet é agora uma "urgência social", defende o vereador dos Direitos Sociais e Educação da Câmara Municipal de Lisboa.

A proposta a ser apresentada na reunião pública da Câmara Municipal de Lisboa prevê que nos próximos três meses sejam garantidos pontos de acesso à internet em todos os equipamentos públicos da cidade, “com harmonização de nome e velocidade de acesso”. 

Manuel Grilo, vereador bloquista com a pasta dos Direitos Sociais e Educação, defende a implementação de um ponto de acesso em todas as praças do programa "Uma praça em cada bairro”. 

A proposta engloba também um levantamento, em articulação com as Juntas de Freguesia do município e associações de moradores, de outros espaços públicos com necessidade de implementação de “wi-fi” gratuito. 

No final do ano a autarquia ficaria responsável pela apresentação do relatório de implementação do projeto, “incluindo propostas de expansão da rede por toda a cidade”. 

O vereador Manuel Grilo reforça que "o acesso à Internet é hoje fundamental para o exercício de direitos que, contudo, não são acessíveis a todas as pessoas", nomeadamente a liberdade de expressão, o acesso à informação, serviços e educação. 

A desigualdade no acesso a tal direito ficou mais explícita com os impactos da pandemia da covid-19 e o encerramento de escolas e locais de trabalho. A proposta bloquista reforça essa ideia, explicando que “o confinamento a que grande parte da população está sujeita, adensou desigualdades e reforçou prioridades", tornando assim "o acesso à Internet gratuita e universal, enquanto um direito humano", em algo que é "agora uma urgência social".

"A cidade de Lisboa tem um importante papel a desempenhar na garantia de serviços públicos e no combate a estas desigualdades, que só é possível através da implementação de uma rede gratuita de acesso à Internet", conclui o documento. 

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