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Barómetro Covid-19: Pessoas mais pobres e em idade ativa são as mais afetadas

O estudo, da Escola Nacional de Saúde Pública, confirma que os mais desfavorecidos têm maiores dificuldades em se protegerem e são os mais afetados em termos económicos. Uma em cada quatro pessoas que ganham menos de 650 euros (agregado familiar) perderam totalmente o seu rendimento.
Setor da Construção Civil. Foto de Paulete Matos.
Setor da Construção Civil. Foto de Paulete Matos.

De acordo com o balanço do “Barómetro Covid-19: Opinião Social - Conhecer, Decidir, Agir. Os Portugueses, a Covid-19 e as Respostas do Serviço Nacional de Saúde”, divulgado esta semana, “são as pessoas com baixos rendimentos e baixa escolaridade as que mais reportaram ter dificuldades em comprar máscaras, não ter tido consultas médicas quando necessitaram e é também esta a população mais afetada pela perda de rendimento”.

O estudo “mostrou claramente um agravamento das desigualdades, com uma em cada quatro pessoas que ganham menos de 650 euros (agregado familiar) a reportar perder totalmente o seu rendimento”.

 

Sónia Dias, coordenadora do Barómetro destaca, por outro lado, que, no que respeita a quem aufere rendimentos superiores a 2500 euros, apenas 6% das pessoas se encontram na mesma situação.

 

No documento, é ainda revelado que as gerações em idade ativa, até aos 45 anos, foram as que sofreram um impacto mais significativo face à fase de desconfinamento. Este grupo etário foi o mais afetado pela suspensão da atividade profissional, tendo registado a maior perda de rendimentos, e que mais tem de trabalhar no local de trabalho.

O estudo promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública, que reuniu 190 mil respostas ao longo do tempo, destaca também os sentimentos de ansiedade, agitação e tristeza, perante a perda de rendimento e a insegurança e maior incerteza trazidas pela crise pandémica.

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