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Banca só empresta dinheiro à Efacec com garantia do Estado

Com os problemas financeiros que já vinham de trás, o caso Luanda Leaks e agora com a pandemia da covid-19, a Efacec está em processo de venda e pede 50 milhões de garantia de Estado ao Governo para subsistir até lá.
Efacec Porto

Segundo o jornal Expresso, a venda da Efacec já se iniciou e a empresa espera por ofertas não vinculativas durante este mês de junho.

Até lá, precisa de alcançar viabilidade económica e para isso solicitou empréstimos aos bancos. Só que a banca já informou que só empresta dinheiro à emoresa se for concedida uma garantia de Estado pelo Governo. A Efacec está a sofrer os efeitos da crise pandémica da covid-19, ao que se junta o caso Luanda Leaks, que envolve a Isabel dos Santos e o mau momento que a empresa estava a passar anteriormente. 

A Efacec quer um empréstimo de 50 milhões euros dos seus bancos credores: a CGD, o BCP e o Novo Banco. Mas estes impuseram-lhe uma garantia do Estado que a Efacec solicitou no âmbito de um regime especial criado por causa da pandemia da covid-19. Os 2500 trabalhadores, maioritariamente no norte do país, e o risco de encerramento são os argumentos apresentados.

Caso o pedido da garantia seja aceite, a empresa espera reembolsar o empréstimo bancário através do suposto novo investidor da empresa. A lista de possíveis investidores já conta com perto de 20 empresas. 

Para além do empréstimo bancário de 50 milhões de euros, a Efacec quer ainda 20 milhões de euros para reequilibrar as contas, após o colapso com o Luanda Leaks, e 25 milhões para gestão de fornecedores. 

 

A venda da empresa tornou-se no cenário mais previsível, mas o processo não está fácil. A Efacec é detida em 67% pela Winterfell, que ao mesmo tempo é detida indiretamente pela Isabel dos Santos, e em 33% pelos grupos José de Mello e Têxtil Manuel Gonçalves. A Procuradoria angolana, com a ajuda da Procuradoria-Geral da República, estão a dificultar a venda com as várias cativações às contas da Isabel dos Santos. 

Os bancos que financiaram a holding Winterfell, em 2015, na compra da Efacec: CGD, BCP, Novo Banco, BPI, Montepio e BIC também se devem pôr de acordo na venda da empresa. Só que, e de acordo com o Expresso, existem divergências entre eles, como por exemplo o preço e destino das verbas obtidas com esta venda.

 
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