Algar em greve de 48 horas por salários dignos

08 de September 2020 - 17:53

Com forte adesão, trabalhadores e trabalhadoras da Algar - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, cumprem esta terça-feira o segundo dia de greve pelo aumento de salários e subsídios de refeição e a criação de subsídio de risco.

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Cartaz transportado por trabalhadores da Algar - Foto Fiequimetal
Cartaz transportado por trabalhadores da Algar - Foto Fiequimetal

Segundo a federação sindical Fiequimetal e o sindicato SITE Sul, a greve na Algar - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos SA, iniciada às zero horas de 7 setembro, tem tido grande adesão, “mantendo-se parada toda a triagem, com perturbações em todos os restantes serviços”. O sindicato salienta que a “organização e a unidade dos trabalhadores estão a ser fundamentais para garantir a força da luta”.

As principais reivindicações dos trabalhadores são:

  • Aumento dos salários e subsídios de refeição em 2020;
  • Criação de subsídio de risco;
  • Reposição dos valores do trabalho suplementar pagos em 2012;
  • Salário igual para todos os motoristas da empresa e outras categorias profissionais;
  • Criação de uma tabela salarial que possa permitir a todos aos trabalhadores progredirem na sua carreira (categoria) profissional;
  • Progressão (requalificação) dos trabalhadores, de acordo com o trabalho efectivamente desempenhado.

A greve foi decidida em plenários de trabalhadores da Algar realizados nos dias 6, 7, 8 e 9 de junho e 17, 18 e 19 de agosto. As trabalhadoras e os trabalhadores em luta concentraram-se na segunda-feira, 7 de setembro, de manhã nas portarias de instalações da empresa, como a sede em Almancil (Loulé), o Aterro Sanitário do Barlavento, em Chão Frio (Portimão), e a Central de Valorização Orgânica, na Mesquita de Baixo (São Brás de Alportel).