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Agência da ONU confirma ano recorde na concentração de CO2

A Organização Meteorológica Mundial diz que o nível de dióxido de carbono na atmosfera em 2015 “abriu uma nova era na realidade das alterações climáticas”.
Chaminés industriais
Foto Gerald Simmons/Flickr

Pela primeira vez, a média global anual de concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiu as 400 partes por milhão (ppm), revela o estudo anual sobre gases de efeito estufa elaborado pela Organização Meteorológica Mundial. Em anos anteriores, a barreira das 400ppm tinha sido ultrapassada em alguns meses, mas o ano de 2015 foi o primeiro a fazê-lo na média de todo o ano. A organização prevê que 2016 será o primeiro ano com todos os meses acima desse valor. E os níveis de concentração de CO2 na atmosfera devem manter-se acima desse valor não apenas este ano mas também “por muitas gerações”, alerta a OMM.

Em anos anteriores, a barreira das 400ppm tinha sido ultrapassada em alguns meses, mas o ano de 2015 foi o primeiro a fazê-lo na média de todo o ano. A organização prevê que 2016 será o primeiro ano com todos os meses acima desse valor e alerta que os níveis de concentração de CO2 na atmosfera continuarão assim “por muitas gerações”.

A organização aponta o dedo ao fenómeno climático El Niño por este aumento registado no ano passado, provocando secas em regiões tropicais e reduzindo a capacidade dos oceanos e das florestas na absorção do dióxido de carbono.

“O ano de 2015 introduziu uma nova era de otimismo e ação climática com o acordo de Paris. Mas também ficará na história por marcar uma nova era na realidade das alterações climáticas, com um recorde das concentrações de gases de efeito estufa”, afirmou o secretário-geral da OMM.

“O El Niño desapareceu. As alterações climáticas não”, acrescentou o finlandês que iniciou o mandato à frente da OMM no início deste ano, saudando o acordo recente alcançado em Kigali para o progressivo abandono dos hidrofluorocarbonetos, presentes nos aparelhos de refrigeração e ar condicionado e considerados dos principais emissores de gases de efeito estufa.

“Mas o verdadeiro elefante na sala é o dióxido de carbono, que fica na atmosfera por milhares de anos e nos oceanos por ainda mais tempo. Sem combater as emissões de CO2, não conseguiremos combater as alterações climáticas e manter o aumento de temperatura abaixo dos 2º em relação à era pré-industrial (antes do ano 1750). Por isso é da máxima importância que o Acordo de Paris entre mesmo em vigor a 4 de novembro e que aceleremos a sua implementação”, defendeu o responsável da OMM.  

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