You are here

Aeroporto no Montijo? Zero indica cinco pontos críticos

A associação ambientalista defende que a avaliação deve comparar alternativas e equacionar em conjunto o impacto da opção Montijo combinada com o atual aeroporto de Lisboa.
Foto Aero Icarus/Flickr

Para a associação Zero, o estudo obrigatório para avaliar o impacto ambiental do projeto para o Novo Aeroporto de Lisboa “deverá ser muito claro e rigoroso na comparação de várias alternativas”. Nomeadamente, “deverá incluir uma análise dos impactes da denominada opção zero (a opção de não construção), de opções alternativas de localização (já aliás previamente estudadas, em particular, um único aeroporto em Benavente), e ainda de opções de execução do projeto (incluindo as operações que se pretendem aí instalar, i.e., servindo apenas companhias aéreas low-cost ou de natureza mais abrangente), nomeadamente alternativas de implantação no terreno”.

Por outro lado, para os ambientalistas "é necessário equacionar em conjunto o atual funcionamento e impacte do aeroporto Humberto Delgado com a eventual utilização civil da Base Aérea do Montijo, devendo haver uma avaliação de impactes positivos e negativos relativos à transferência/aumento de tráfego associado".

As consequências ao nível das acessibilidades, conservação da natureza, ruído e poluição do ar são algumas das questões que a Zero quer ver esclarecidas na avaliação de impacto ambiental de um aeroporto comercial no Montijo. A associação reconhece as vantagens desta escolha em relação à do campo de turo de Alcochete, face à “poupança de recursos” que ela implica ao evitar a construção de um novo aeroporto de raiz.

Em declarações à Lusa, Francisco Ferreira aponta a conservação da natureza como “um dos maiores problemas” de ter um aeroporto junto ao estuário do Tejo. Quanto ao efeito sobre as aves que ali passam na sua rota migratória, que são também "um problema para as próprias aeronaves”, o presidente da Zero diz que "é sério e tem de ser devidamente equacionado e esclarecido”.

Quanto ao ruído, para além da perturbação da avifauna do Estuário do Tejo, a associação prevê que a zona da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, seja “fortemente afetada” se não existirem mudanças na atual orientação predominante das pistas. Por outro lado, quem vive na zona mais afetada pelo ruído do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, poderá beneficiar se forem proibidas as chegadas e partidas dos voos entre as 0h e as 6h.

A Zero tem propostas sobre as acessibilidades a um futuro aeroporto no Montijo, como a via fluvial a partir do cais do Seixalinho, a extensão da linha ferroviária do Pinha Novo ao aeroporto ou o Metro Sul do Tejo, "estava previsto ligar todo o arco ribeirinho sul".

No que respeita ao aumento da emissão de gases poluentes, Francisco Ferreira lembra que as emissões da aviação aumentaram 28.5% entre 2000 e 2014, representando nesse ano 5.2% das emissões nacionais.

Termos relacionados Ambiente
(...)