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Acordo com o Chega é "traição" aos princípios do PSD, diz Moreira da Silva

O antigo ministro do Ambiente de Passos Coelho diz que “não se fazem acordos com partidos xenófobos, racistas, extremistas e populistas” e pede um congresso extraordinário do partido.
Jorge Moreira da Silva
Foto de Maurizio Brambatti | EPA

Num artigo de opinião publicado no jornal Público, Jorge Moreira da Silva, antigo ministro do Ambiente do governo de Passos Coelho, critica duramente o acordo do PSD com o Chega nos Açores e pede um Congresso extraordinário para debater este assunto.

Moreira da Silva afirma que o acordo com o Chega é “uma alteração radical do posicionamento ideológico e programático”, para além de ser “uma traição” aos “valores e princípios” do PSD.

Para o ex-governante do PSD, “não se fazem acordos com partidos xenófobos, racistas, extremistas e populistas” e também “não se conversa, informal ou formalmente, e muito menos se negoceia com esses partidos”.

Moreira da Silva defende que “mesmo que o conteúdo do acordo não ultrapasse as nossas linhas vermelhas ideológicas conceptuais, não existe democracia ou princípio a la carte”. E considera que a negociação com estes partidos “não só contribui para uma legitimação formal de cânones políticos que substancialmente não têm legitimação possível, como degrada inexoravelmente a nossa reputação e a nossa credibilidade, violentando” o ADN do PSD.

Assim, o ex-ministro exige a realização de um Congresso extraordinário ainda antes das eleições autárquicas para debater a “política de coligações e entendimentos” do partido e para clarificar “a questão da identidade, não do PSD mas da sua atual direção”.

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