Está aqui

Histórias de imigração na primeira pessoa

São da Guiné-Bissau, Ucrânia, Brasil, Índia, Nepal, Marrocos. Hoje vivem em Odemira, Beja, Lisboa, Viseu. Em comum: a sua luta por uma vida digna. Aqui ficam as suas histórias. Por Mariana Carneiro.
Fotos de Esquerda.net.

Marçalino é oriundo da Guiné-Bissau e está há dois anos em Portugal. Antes passou por França e Espanha, tendo chegado à Europa em 2019. Atualmente, mora em Lisboa, numa casa que partilha com mais três pessoas da mesma nacionalidade. O seu quarto é dividido com outro imigrante. Ao todo, pagam 900 euros de renda. Não foi fácil encontrar sítio para morar, já que as rendas na capital são muito elevadas. Como pedreiro, ganha cerca de 600 euros por mês.

Em abril de 2021, entregou a sua Manifestação de Interesse e agora aguarda notícias do SEF. A vida segue suspensa. Enquanto não tiver o cartão de residência na mão, não pode visitar a esposa e a filha, que ficaram na Guiné-Bissau. Sonha com trazê-las para junto de si.

Susan, do Nepal, chegou a Portugal em 2014. Passou antes pela Holanda, onde só permaneceu uma semana. Esperou dois anos até conseguir o cartão de residência. Assim que se viu com o documento nas mãos, solicitou o reagrupamento familiar. Em 2017, com a chegada da sua esposa, a vida passou a ser menos solitária.

Entre 2014 e 2015, circulou pelo Algarve, Beja e Setúbal. Em Beja, por onde passou em 2014 e 2016, trabalhou nas vinhas e nos olivais. Apanhar azeitonas foi, segundo relata, a tarefa mais difícil que alguma vez teve. Tinha de trabalhar à chuva e em condições bastante perigosas. Em terras alentejanas ficou alojado num contentor, com mais três ou quatro pessoas. No Algarve, onde esteve entre seis a sete meses, em 2015, dedicou-se a apanhar framboesas e abacates. Viveu numa casa com quinze pessoas. Dormiam cinco imigrantes por quarto, em beliches. A passagem por Setúbal, um ano depois, durou cerca de dois meses. Aí dividiu quarto com outro imigrante.

Foi em Lisboa que, no mesmo ano, começou a trabalhar na restauração. Passou por dois restaurantes até se fixar no estabelecimento onde se encontra há já cinco anos. Como cozinheiro, recebe somente o ordenado mínimo. E a renda da casa onde mora com a família, nos Olivais, pesa bastante no rendimento familiar.

Quando, no ano passado, a sua esposa engravidou, tentou trazer os pais para Portugal, para que estivessem aqui na altura do parto e ajudassem nos cuidados das crianças. Tem uma marcação para março, mas, entretanto, a filha já nasceu. Como não pode largar o trabalho no restaurante, a vida às vezes complica-se. Se uma criança adoece e necessita de ir ao médico ou ao hospital, não há ninguém para ficar em casa com a outra filha.

Oualid tem apenas 22 anos, mas já teve um negócio próprio. Chegou a Portugal em junho de 2019. Quis deixar Marrocos devido à falta de direitos e às dificuldades sentidas no acesso à saúde e ao trabalho. O seu pai vendeu uma casa para que Oualid pudesse abrir um restaurante. Menos de um ano após a chegada a Portugal, o negócio abriu portas. Imediatamente a seguir, surgiu a pandemia. O estabelecimento, localizado nos subúrbios da grande Lisboa, só faturava efetivamente a partir das 20h, dado que a essa hora as pessoas já tinham regressado às suas casas. Mas as restrições impostas pela covid vieram a limitar o seu horário de funcionamento. As contas da renda, água, luz e gás avolumaram-se, e o negócio foi à falência. Do Estado recebeu um único apoio, de 200 euros.

Entretanto, começou a trabalhar nas obras, a ganhar 3,5 ou 4 euros à hora. Agora o valor é um pouco mais elevado, já que foi acumulando experiência. O seu processo de regularização tem-se prolongado. Na sua Manifestação de Interesse consta a data de entrega de novembro de 2019, mas ainda aguarda o dia em que lhe será atribuído o seu cartão de residência. Até lá, faz contas à vida.

Sheila tem 43 anos e nasceu no Brasil. Está há dezassete anos em Beja. Foi vendedora num centro comercial na sua terra natal e, quando chegou a Portugal, fez limpezas no Intermarché. Esteve lá quatro meses, mas não lhe deram contrato. Passou então para a restauração. Quando surgiu a pandemia, e o trabalho começou a escassear em Portugal, ainda passou pela Bélgica e França, onde trabalhou em fábricas de carne. Atualmente, trabalha na cozinha de um restaurante, mesmo na zona histórica da cidade alentejana. Sheila esperou cerca de um ano para ter cartão de residência. Quando chegou a Portugal foi alvo de muita discriminação, as pessoas presumiam que ela era prostituta. A partir de 2009, a situação melhorou, porque começaram a chegar muitas brasileiras, e os preconceitos foram caindo.

Sheila explica que existe um grupo no Whatsapp de imigrantes brasileiros em que muitas pessoas se queixam de discriminação no acesso à habitação. Os senhorios dizem logo que não arrendam os imóveis a brasileiros ou pedem quatro meses de renda à partida, porque sabem que as pessoas não podem pagar. Os imigrantes criticam também as burocracias a que estão sujeitos e pedem apoio para obter o número de contribuinte e atestado de residência. Sheila tem ajudado sempre que pode.

A imigrante brasileira gostava que Portugal desse mais condições para as pessoas abrirem o seu negócio, já que a burocracia é muito complicada. Com um filho de oito anos nascido em Portugal, Sheila não pensa em viver noutro país e sonha em abrir o seu próprio estabelecimento.

A sua colega Fabíola, de 25 anos, também é brasileira, mas chegou a Portugal recentemente. Veio ter com o marido, que aguarda há três anos pelo seu cartão de residência. Fabíola teve muitas dificuldades em arrendar casa. Ninguém quer abrir as portas a brasileiros. Foi uma conterrânea que lhes arrendou o apartamento onde se encontra com o marido, mas a renda é muito elevada. A trabalhar diretamente com os clientes, a servir à mesa, Fabíola tem sido alvo de permanentes discriminações. São comuns comentários do género: "A menina também está na carta?" ou "Espere um pouco que eu estou aqui a ouvir macaquinhos".

Madan está atualmente desempregado. Saiu do Nepal há seis anos atrás, à procura de uma vida melhor para si e para a sua família. Logo no próprio ano em que chegou, submeteu a sua Manifestação de Interesse. Aguardou três anos até obter o cartão de residência. Em outubro de 2020, chegou a sua esposa.

Madan trabalhou no setor da restauração e na agricultura. Esteve mais de quatro anos na Sudoberry, no Brejão, concelho de Odemira. A pressão era permanente. Em turnos de 14 horas, contava com um intervalo de apenas 45 minutos para comer uma refeição. Recebia 6,22 euros à hora, independentemente do período em que trabalhasse. A sua esposa esteve na mesma empresa durante três meses, de abril a julho do ano passado. Foi despedida grávida, sem ter direito a qualquer apoio. Madan saiu pouco depois da Sudoberry. Comunicou a sua saída por telemóvel, na medida em que era assim que os patrões comunicavam com os seus trabalhadores. A empresa aproveitou para alegar que não houve comunicação oficial da sua saída, e não pagou o dinheiro que Madan tinha ainda a receber.

Entretanto, o imigrante nepalês conseguiu trabalho como motorista, também numa empresa do setor agrícola. A 26 de janeiro, foi mandado para casa, por não haver trabalho. Agora anseia por retomar a sua atividade, mas, até lá, espera poder receber o subsídio de desemprego. O seu filho mais novo nasceu recentemente e as contas não desaparecem. Em janeiro, pediu o reagrupamento familiar, por forma a trazer o seu filho mais velho, agora com 9 anos, que permaneceu no Nepal. Há dois anos que pai e filho não se veem.

Tetyana, com 50 anos, já tem nacionalidade portuguesa. Chegou em 2003 a Viseu, direta da Ucrânia. Já tinha família por cá, que lhe arranjou trabalho e casa, por isso, reconhece que teve mais sorte do que outros imigrantes. A primeira barreira foi a língua. Mas as saudades da família foi o que mais lhe pesou: “A alma está sempre dividida. Só falávamos por telefone”. Momentos como casamentos, batizados e funerais são os mais complicados: “Há muito sofrimento por não podermos participar”. A situação da prima e de uma amiga é ainda pior, porque deixaram os filhos para trás. Tetyana não consegue imaginar a dor. No primeiro ano em Portugal, sofreu muito com o frio, “andava com o aquecedor atrás”. Na Ucrânia as casas estavam preparadas para baixas temperaturas, ao contrário do que acontece por cá.

Ela e o marido contavam ficar em Portugal apenas dois ou três anos, mas Viseu tornou-se a sua casa. Com o escalar do conflito na Ucrânia, o regresso ao país de origem tornou-se cada vez mais improvável.

No que respeita aos problemas com que se defrontou, refere o contacto com o SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras: “É a pior coisa que existe no mundo”. De acordo com Tetyana, há muita falta de respeito, de consideração pelos imigrantes. E incompetência, também. Os imigrantes têm de pagar bastante dinheiro para a sua regularização: “Gastam muito tempo e muito dinheiro e o SEF não tem qualquer compreensão”. Teytiana recorda também que a junta de freguesia da sua área de residência discriminou os imigrantes, cobrando 20 euros à cabeça por um atestado de residência. Valeu-lhes a mobilização. Com o apoio da Associação Olho Vivo, promoveram uma manifestação e uma conferência de imprensa, e o Provedor de Justiça veio a dar-lhes razão. O valor que pagaram foi, inclusive, devolvido.

Teytiana esperou três anos para ter o seu cartão de residência. Atualmente, já tem nacionalidade portuguesa. Agora a realidade é outra. Na altura era muito difícil sair da Ucrânia. Em dezembro de 2003, ela e o marido conseguiram um visto de turismo para entrar na Áustria. Levaram consigo apenas uma bagagem de mão. Estiveram em Viena poucos dias e seguiram para Paris de táxi. Gastaram todo o seu dinheiro. Entretanto, entraram em Portugal de autocarro, a 23 de dezembro. Tetyana começou a trabalhar logo a 2 de janeiro de 2004.

Desde que chegou a Portugal, já trabalhou nas limpezas, tratou de uma pessoa idosa e dedicou-se à estética, tendo adquirido formação para o efeito. Durante todo este tempo, descontou para o sistema de Segurança Social português. A primeira empresa de limpezas onde trabalhou abriu falência e voltou a abrir atividade com outro nome, para fugir às suas responsabilidades. Tetyana ainda não conseguiu recuperar o salário em atraso. O seu marido, que começou a trabalhar nas obras, teve dificuldade em encontrar um patrão que lhe desse contrato. E ficaram a dever-lhe salários.

Ainda assim, Tetyana considera que teve “muita sorte”, encontrou no seu caminho “muitas pessoas que a ajudaram”.

Os seus filhos, um rapaz e uma rapariga, gémeos, nasceram em Portugal, em 2008. Agora, quando questionada sobre se um dia voltará a viver na Ucrânia, hesita. O marido quer passar lá a reforma, mas se os filhos optarem por fazer vida cá, conseguirá afastar-se deles?

Vyacheslav (Slava) também veio da Ucrânia, de onde saiu em 1996. A máfia matou o presidente do clube de futebol onde trabalhava. Trabalhou como serralheiro soldador, na agricultura, numa fábrica. No final de 1999, fixou-se na Crimeia. Portugal foi o destino que Slava e a sua esposa, pianista, escolheram em 2001, para fugir à miséria e à falta de oportunidades. Em 2004, trabalhou numa fábrica perto do Almargem. Recebia o salário mínimo. Lembra que o patrão tratou de todos os seus documentos e que, apesar de apenas ter começado a trabalhar em agosto, recebeu o subsídio de Natal por completo. Com o primeiro salário, comprou um aquecedor e uma televisão. Depois rumou para Beja, onde esteve meio ano a instalar postes de telecomunicações em madeira, ao serviço da Visabeira. Regressou a Viseu, e continuou a trabalhar para a mesma empresa. Entrou posteriormente na Granbeira, dedicando-se a trabalhar com pedra. Recebia oficialmente o salário mínimo, o resto vinha por fora. Também se dedicou à carpintaria, durante cerca de ano e meio. Ao princípio, o patrão era cumpridor, depois deixou de pagar subsídio de férias, de Natal. Slava fez queixa no Tribunal de Trabalho, mas o patrão desapareceu. Nunca reaveu os 3500 euros a que tinha direito. Foi para França, trabalhar nas vinhas por alguns meses. Os donos da exploração agrícola não declararam os trabalhadores ao seu serviço, e ficaram a dever-lhes salários em atraso. De regresso a Portugal, Slava abriu um processo contra o patrão francês. E ganhou. Mas só mais tarde se apercebeu que também teria direito a subsídio de alimentação, que nunca foi pago. Passou pelo Circo Victor Hugo Cardinali, onde nunca lhe fizeram contrato. Recebia 200 euros de 15 em 15 dias e trabalhava das 7h às 22h. O patrão ameaçava os trabalhadores com “chicote”, como fazia com os animais, e a comida que lhes dava resumia-se a um carapau para cada duas pessoas. Continuou a trabalhar, agora em empresas de trabalho temporário, na restauração e na agricultura.

Em junho de 2019, teve de viajar para a Ucrânia para renovar o seu passaporte e para tratar da herança e da campa dos seus pais, entretanto falecidos. Com a guerra, sair do país tornou-se impossível, vendo-se obrigado a trabalhar lá na restauração. Conseguiu voltar a Portugal em 2021, mas pouco depois foi internado, dado ter uma infeção grave no pé. Tiveram de lhe extrair alguns dedos.

No meio de toda esta epopeia, o seu cartão de residência caducou e, por escassos dias, não teve direito à renovação automática extraordinária promovida pelo Estado português.

Agora quer regularizar a sua situação, mas é complicado obter marcação no SEF. E, na junta de freguesia de Viseu, a mesma que quis cobrar 20 euros aos imigrantes ucranianos, impuseram-lhe condições discriminatórias para obter uma certidão de residência.

Slava recebe uma pensão de 62 euros da Ucrânia, mas o seu cartão bancário está bloqueado e, à distância, não consegue resolver o problema. Atualmente, vive numa casa insalubre com mais um ucraniano, com quem partilha uma estreita cama, e um bielorrusso. No quartel da Paz deram-lhe roupa e a Refood assegura a comida. No entanto, como o gás acabou, não tem como aquecê-la. Sem o cartão de residência em dia, Slava não tem direito a qualquer apoio. Mas não desiste. Quer trabalhar e ter a sua autonomia.

A história de outro imigrante indiano que ouvimos é bastante diferente. Depois de ter passado sete anos noutro país europeu, veio para Portugal em 2014 não para ganhar dinheiro, ou ter documentos, mas para investir o dinheiro que já tinha arrecadado e para viver tranquilamente. Tinha uma vida confortável na Índia, mas não concordava com as discriminações inerentes ao sistema de castas e queria conquistar a sua liberdade, a sua autonomia, e viver do seu trabalho.

As pessoas em Portugal foram bastante acolhedoras, e diz não ter sido alvo de discriminação. Nunca teve problemas com a autarquia local, os serviços das Finanças, os serviços de saúde. E tem muito boas relações com os seus clientes.

No início, ganhava menos dinheiro em Portugal do que no país europeu onde já tinha residido, mas privilegiou “a qualidade de vida em detrimento do dinheiro”. É em Portugal que quer viver, não pensa em voltar ao seu país de origem. Mas é perentório: “Penso que cometi um erro em investir todo o meu dinheiro em Portugal. E em gastar cá todo o dinheiro que ganho”.

Atualmente, já tem três restaurantes, em diferentes partes do país, e emprega mais de dez pessoas, incluindo portugueses. Mas continua a enfrentar alguns obstáculos. O SEF elegeu-o como um “alvo fácil”. Já foi acusado de auxílio à imigração ilegal, por contratar trabalhadores sem documentos. “Se os portugueses me ajudaram por que é que eu não ajudaria outras pessoas?”, questiona. Pagou a multa que lhe foi estipulada e informou-se de todos os requisitos legais, que cumpre escrupulosamente. No entanto afirma que a perseguição se mantém, e que é alvo de múltiplas inspeções.

Sobre o/a autor(a)

Socióloga do Trabalho, especialista em Direito do Trabalho. Jornalista do Esquerda.net. Mestranda em História Contemporânea.
(...)

Neste dossier:

Imigração em Portugal: Em luta por uma vida digna

Portugal é um país de emigração e de imigração. Tal como os portugueses rumaram aos quatro cantos do mundo, os imigrantes procuram aqui melhores condições de vida. Mas as barreiras burocráticas, situações de abuso e exploração laboral, de discriminação, continuam a impedi-los de exercer direitos fundamentais. Dossier organizado por Mariana Carneiro.

“Temos de acabar com as fronteiras, sejam elas físicas ou mentais”

O Esquerda.net falou com Timóteo Macedo, fundador e presidente da Solidariedade Imigrante-Associação para a defesa dos direitos dos imigrantes, sobre as principais conquistas da luta pelos direitos dos imigrantes e o caminho que ainda é preciso fazer. Por Mariana Carneiro.

Histórias de imigração na primeira pessoa

São da Guiné-Bissau, Ucrânia, Brasil, Índia, Nepal, Marrocos. Hoje vivem em Odemira, Beja, Lisboa, Viseu. Em comum: a sua luta por uma vida digna. Aqui ficam as suas histórias. Por Mariana Carneiro.

Na procura de uma vida melhor... Décadas de espera por leis mais justas

O tema do serviço doméstico, desde há muitos anos, tem sido objeto de discussões, mas, tal como quando a minha mãe chegou a Portugal, foi alvo de poucas alterações para melhorar as condições de trabalho. Por Anabela Rodrigues.

Imigração: o problema e a solução

A questão da emigração também tem de ser vista de outro ângulo: as fugas massivas de populações são fenómenos forçados pelas guerras e a pilhagem imperialistas. Por Elsa Sertório.

Viemos de muito longe…

Fixem a data: 11 de Fevereiro. Parece banal mas é uma gritante novidade que pode frutificar na selva laboral da imigração. Por Alberto Matos.

Direitos sem fronteiras

Há uma evidente descoincidência entre a narrativa de bom acolhimento e a realidade concreta das condições de vida e das experiências das pessoas migrantes. Por Beatriz Gomes Dias.

Trabalhador imigrante em estufa no sudoeste alentejano. Foto de Paulete Matos

Lei que combate o trabalho escravo nunca teve condenações em Portugal

Lei existe desde 2007 e prevê penas pesadas, porém, os donos de terras e explorações agrícolas nunca são condenados. Bloco apresentou proposta para responsabilizar toda a cadeia de abuso laboral, mas que foi chumbada por PS aliado a toda a direita.

Imigração: Desconstruir as fake news

O discurso racista e xenófobo, as mentiras propaladas com tanto fervor sobre a imigração, são facilmente expostas e desconstruídas.

Beja: Praça da escravatura moderna

Em três dias em Beja com imigrantes que trabalham na agricultura, ouvi histórias de exploração, intimidação e abandono, vi os sítios onde vivem, a que não ouso chamar “casas”. Mariana Carneiro, enviada do Esquerda.net.

Odemira: Falam os explorados que enfrentaram a Sudoberry

Trabalhadores oriundos do Nepal, Índia, Paquistão promoveram um protesto inédito contra os permanentes atropelos aos direitos laborais e humanos praticados pela empresa. Fomos ouvi-los. Por Mariana Carneiro.

Núcleo de Viseu da Associação Olho Vivo celebra 20 anos a apoiar imigrantes

Durante a pandemia tornaram-se evidentes as contradições do atual regime que regula as vidas das pessoas migrantes, em Portugal e no mundo. O bem-estar de todas/os depende da salvaguarda dos direitos de todas/aos, independentemente das suas origens, e dos documentos que carregam. Por Carlos Vieira e João Rodrigues.