Cultura

O Imenso Comércio do Nada XX

É preciso olvidar para que a revolta se mantenha, para que uma nova vontade de poder surja. Quais serão os meios se o importante for criar e manter relações artificiais?

porSoraia Simões de Andrade
O Imenso Comércio do Nada XIX

Todas as ânsias de superiorizar uma ideia de dominação estão presentes em algum momento nos artistas, em alguns a vida toda, não se emanciparam desse lugar, até por isso as temos de compreender melhor em nós. Por Soraia Simões de Andrade.

porSoraia Simões de Andrade
Pessach

Para os judeus progressistas e humanistas, a história de Pessach não é a base de um mito egoísta e nacionalista. Em vez disso, evoca simultaneamente a nossa própria luta histórica contra a opressão.

porJudeus pela Paz e Justiça
Cinema

João Salaviza, Renée Messora, Hyjño e Cru, protagonistas deste filme, falam sobre a sua experiência numa entrevista de Paulo Portugal que também aborda a resistência do povo indígena Krahô.

porPaulo Portugal
Estados Unidos

De olhos postos na reação ao movimento Black Lives Matter, Vicente Rubio-Pueyo traça a história da utilização da palavra, da sua ligação com a “cultura do cancelamento”, com a diabolização da Critical Race Theory e com os ataques à escola pública.

porVicente Rubio-Pueyo | CTXT
Cinema

A longa-metragem de Paulo Carneiro foi selecionada para a secção Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes, que decorre de 15 a 23 de Maio, anunciou hoje o seu director artístico, Julien Rejl. Por Interior do Avesso.

porInterior do Avesso

O argentino Lisandro Alonso traz-nos um filme que desafia as convenções com um um ritmo ancestral e o sonho como ato de resistência. Por Paulo Portugal.

Hoje dizemos que não há planeta B, mas obliteramos que não há Humano B. A este propósito gostava de parafrasear aqui a profecia das ruas, um picho, vulgo graffiti, num mural contíguo à sonora Almirante Reis que canta assim: ‘vocês pensam no fim do mundo, nós pensamos no fim do mês’. Por Soraia Simões de Andrade.

Anunciada como a história de um livro que revolucionou este país, "o autor vai muito para além desse objectivo, instalando o leitor numa cadeia de equívocos nunca desfeitos”, afirma Maria Manuela Cruzeiro a propósito do livro “O General que começou o 25 de Abril dois meses antes dos Capitães”, de João Céu e Silva.

Quando a utopia é resgatada pelo poder sem chão memorial, quando ela é domesticada e se lhe bota um laçarote, mesmo que este seja ainda um poder flácido, paga uma factura pesadíssima. Por Soraia Simões de Andrade.

O Coliseu do Porto vai ser palco de uma audição comentada do disco “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, de José Mário Branco, e de uma conversa com Capicua, Carlos Tê e Luís Freitas Branco, que apresenta o seu livro “A Revolução antes da Revolução”.

Conhecido sobretudo como documentarista, com mais de 30 filmes, o cineasta teve 22 anos de “castigo” sem receber nenhum apoio à produção de filmes: “Ainda hoje vejo académicos branquearem a história do cinema ao não mencionarem os meus primeiros filmes como filmes sobre o 25 de Abril.”

Os liberais de hoje fabricam um Smith que não existiu. Ignoram a sua atitude muito ambivalente em relação ao capitalismo, o seu profundo ceticismo face às consequências da acumulação de capital e da apropriação privada da terra. Na verdade, Smith explica porque uma economia de mercado precisa de um Estado forte. Por Michael Krätke.

A segunda parte da nova adaptação do romance de ficção científica de 1965 de Frank Herbert, Dune, está nos cinemas. Com a sua mistura, muitas vezes reacionária, de cinismo político, catastrofismo ecológico e orientalismo lúgubre, Dune continua a ser estranhamente atraente para o público de esquerda. Por Chris Dite.

O aparecimento da fotografia terá libertado a arte da necessidade de representar o real. As coisas são um pouco mais complicadas, as fronteiras entre pintura e fotografia esbatem-se. Capturing the Moment, exposição patente na Tate Modern, propõe-nos uma jornada por essa interpenetração. Por Nuno Pinheiro