A Unicer vai encerrar a sua fábrica de Loulé, despedindo 64 trabalhadores.
António Pires de Lima, ex-deputado do CDS/PP e presidente da empresa, confirmou ao jornal Diário de Notícias, o fecho da fábrica por razões de "competitividade e de sustentabilidade da empresa, a prazo".
A Unicer obteve, em 2006, 12,3 milhões de euros de lucro e prevê obter em 2007 uma subida dos lucros, entre 70% e 100%.
Apesar dos resultados positivos, Pires de Lima, desde que assumiu a presidência da Unicer, já despediu 400 pessoas em 2100 trabalhadores, que a empresa tinha.
O Bloco de Esquerda, que foi contactado por trabalhadores do centro fabril de Loulé da Unicer chocados e muito preocupados com o seu futuro, questionou hoje o Ministro do Trabalho para saber se a empresa contactou previamente o Ministério e qual a resposta deste no sentido de proteger os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores. Ao Ministro da Economia o BE pergunta ainda se a empresa recebeu fundos, isenções ou subsídios que implicassem o funcionamento desta fábrica.
Ao Diário de Notícias o presidente da Unicer salienta: "acumulámos resultados líquidos nos últimos três anos de cerca de 70 milhões de euros e a nossa concorrência acumulou 55 milhões de prejuízos". Embora a empresa tenha estes resultados positivos, Pires de Lima despediu já 20% dos trabalhadores e reduz agora a dimensão da empresa, fechando uma das 3 fábricas que a Unicer tem (em Santarém, Leça do Balio e Loulé).
Segundo o presidente da Unicer, a fábrica de Loulé será encerrada até ao fim de Outubro e o desmantelamento das instalações ocorrerá até ao final de Dezembro.
Os trabalhadores foram informados do despedimento colectivo nesta terça-feira pelo próprio Pires de Lima.
Alguns dois trabalhadores da fábrica de Loulé poderão ser reintegrados nas fábricas da Unicer em Santarém e Leça do Balio.