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Manifestação contra barragens no Vale do Tâmega

Manifestação em Amarante - Foto de Paula Sequeiros Centenas de pessoas protestaram, neste Sábado em Amarante, contra a construção de seis novas barragens sem ter em conta os prejuízos ambientais.

Ao som de tambores e em torno de alguns mascarados representando animais com existência ameaçada, juntaram-se cerca de 300 pessoas junto à Ponte de Amarante em protesto contra a construção de mais barragens em rios naturais.

No sábado de 13 de Março várias organizações locais e ambientais convocaram essa concentração para manifestar repúdio pela intenção do governo em construir mais 6 novas barragens sem ter em conta os grandes prejuízos ambientais que acarretarão. Melhores resultados se obteriam, em sua opinião, com a manutenção das barragens existentes e uma aposta forte nas energias renováveis.

Entre outras foram referidas as presenças do GAIA, Movimento Cívico pela Linha do Tua, Quercus, Campo Aberto, GEOTA, SOS Paiva, Salvar o Tua. O Bloco de Esquerda (deputados João Semedo, José Soeiro e Rita Calvário, dirigentes e militantes do distrito do Porto) e Os Verdes fizeram-se também representar. A presença de alguns autarcas fez-se também notar, como foi o caso dos presidentes de Junta de São Gonçalo e de Cepelos.

(consultar em porto.bloco.org várias notícias sobre o protesto contra a barragem de Fridão)

Ricardo Marques da Quercus tomou a palavra para desmistificar a importância da barragem do Fridão, lembrando que a pequena percentagem com que iria contribuir para a produção energética não podia justificar os danos ambientais previsíveis. Para além de impedir a oxigenação das águas superficiais, de prejudicar a vida de peixes e de roubar vários hectares à Reserva Agrícola e a zonas protegidas, iria causar impacte negativo na própria existência do lobo que se pretende salvaguardar.

Apelou a que mais cidadãos subscrevam a petição Por Amarante, Sem Barragens.

De seguida falou Emanuel Queirós do Movimento Cidadania e Desenvolvimento do Tâmega que afirmou que «ali se estava a ouvir a voz do Tâmega», das populações desconsideradas pelo poder central que pretende vender um dos seus principais recursos naturais, o rio, fragmentando-o com 6 albufeiras. Considerou ainda que este programa é «mercenário» e «contra-natural» indo sacrificar aos interesses das empresas produtoras de energia o futuro da zona. Apontou como saída possível um aposta no desenvolvimento sustentável.

Entretanto, no rio, parados sob a ponte, vários canoístas juntaram-se ao protesto.

Texto e fotos de Paula Sequeiros para o esquerda.net

Manifestação em Amarante, foto de Paula Sequeiros   Manifestação em Amarante, foto de Paula Sequeiros

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