Um inquérito da Marktest para o Diário de Notícias e TSF revela que mais de 50% dos portugueses defende a legalização da prostituição em casas de passe ou bordéis. Em Portugal, o exercício da prostituição enquanto actividade profissional foi ilegalizado ainda durante o Estado Novo.
Segundo o estudo, mais de 51% dos inquiridos manifestaram-se favor da legalização da prostituição, sendo os homens até aos 54 anos os principais defensores da revisão do enquadramento legal para o exercício da profissão. As opiniões negativas foram apenas de 24%, um ponto percentual abaixo do que registou para aqueles que não têm opinião sobre o assunto.
Neste inquérito foram efectuadas 807 entrevistas telefónicas (428 a mulheres, 179 no Interior Norte, 156 no Litoral Norte, 91 no Grande Porto, 130 no Litoral Centro, 160 na Grande Lisboa e 91 no Sul) e o erro da amostra é de 3,45 por cento.
A ilegalização da prostituição em Portugal conduz ao exercício clandestino da profissão, à margem dos sistemas fiscais, de segurança social ou de saúde. No entanto, em grande parte dos casos esta actividade é praticada em vias públicas de todo o país.